Um resultado recente relevou que os alunos que constantemente acessam a internet na escola por longos períodos, entre 5 a 7 horas por dia, tiveram um desempenho consideravelmente inferior no PISA 2022 do que aqueles que limitam o uso para apenas 1 hora por dia. A informação foi liberada na terça-feira (5.dez.2023) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
No relatório, baseado na média dos países membros da organização, foi dito que 'os estudantes que passam até 1 hora por dia na escola em dispositivos digitais para lazer obtiveram 49 pontos a mais em matemática do que os alunos cujos olhos ficavam grudados nas telas entre 5 e 7 horas por dia'. A avaliação considerou o perfil socioeconômico dos alunos e das escolas.
Houve uma admissão surpreendente de cerca de 65% dos estudantes que afirmaram ter suas aulas de matemática interrompidas por smartphones e outros dispositivos eletrônicos, como tablets e laptops. No Brasil e em outros países avaliados, esse índice chegou a 80%.
O estudo também identificou que os alunos que estão permanentemente conectados perturbam a concentração de seus colegas: 59% dos estudantes disseram ter sido distraídos pelo uso excessivo de dispositivos eletrônicos de outros alunos. No final, os estudantes conseguiram 15 pontos a menos nos testes de matemática, equivalendo a ¾ do valor de um ano de aprendizado.
No Japão e na Coreia do Sul, países de destaque no PISA, o nível de distração foi de apenas 18% e 32%, respectivamente.
Em média, entre os países que participaram do estudo da OCDE, 29% dos alunos admitiram usar o celular várias vezes ao dia e 21% afirmaram usá-lo quase diariamente ou diariamente na escola.
O relatório também revelou que, em 13 países, mais de dois terços dos alunos frequentam escolas que proíbem a entrada e o uso de celulares. Porém, curiosamente, esses estudantes não demonstraram uma utilização mais conscienciosa dos seus dispositivos em comparação com os demais. Como resultado, a organização descreve o tema como controverso e desafiador para os educadores.
A OCDE sugere que os dispositivos não sejam completamente esquecidos no processo de aprendizado, mas que as escolas incentivem essa interação, promovendo o uso de tecnologia para obter um aprendizado mais efetivo e desenvolver hábitos saudáveis. No entanto, a organização também considera necessário limitar o tempo permitido de uso para evitar da distração e outros problemas, como o cyberbullying.

