Ex-candidato à Presidência e antigo aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes se filiou ao PSDB, legenda pela qual governou o Ceará nos anos 1990. A confirmação foi feita pelo presidente tucano no Estado, Ozires Pontes, em vídeo publicado na noite de sexta-feira, 17.
Levantamento Genial/Quaest do início do mês indica que, em 2026, Ciro é o único presidenciável que perderia para Lula por menos de dez pontos em um eventual segundo turno. No cenário testado, o presidente venceria por 41% a 32%, reforçando a liderança de Lula.
No anúncio, Pontes destacou o papel do ex-senador Tasso Jereissati no convencimento e sinalizou que Ciro deve priorizar a disputa estadual, e não a Presidência. "Em poucos dias ou em poucos meses, o próprio Ciro estará anunciando a candidatura dele ao governo do Ceará", disse.
Ciro formalizou a saída do PDT ao entregar carta de desfiliação ao presidente nacional do partido, Carlos Lupi. A decisão veio após o PDT declarar apoio ao governo do petista Elmano de Freitas, movimento com o qual Ciro não concordava. Também deixaram a sigla nomes próximos, como Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, que se filiou ao União Brasil. Aliados afirmam que a permanência no PDT era insustentável, sobretudo diante das críticas de Ciro à aproximação da legenda com o governo Lula, a quem faz oposição declarada.
