A mostra "No meio do caminho tinha um meteorito" entra na reta final no Salão Negro do Congresso Nacional. Promovida pelo Centro Cultural Câmara dos Deputados, reúne mais de 30 objetos, entre meteoritos e derivados, com curadoria da geóloga Elisa Soares Rocha Barbosa, presidente da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG), e da astrônoma especialista em meteoritos Maria Elizabeth Zucolotto. A visitação vai até 2 de novembro, com entrada gratuita.
Desde a abertura, em 23 de setembro, diferentes grupos de estudantes, pesquisadores e interessados têm passado pelo espaço. A professora Diana Paula de Pinho Andrade, do Laboratório de Análise de Material Espacial da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e vice-diretora do Observatório do Valongo, conduziu alunos em duas visitas guiadas.
Entre os destaques estão o meteorito Sanclerlândia, com 267 kg, do acervo do Museu de Geociências da Universidade de Brasília (UnB); uma amostra do Bendegó, o maior meteorito do Brasil, que sobreviveu ao incêndio do Museu Nacional; e o Santa Filomena, que provocou uma corrida de pesquisadores e colecionadores ao sertão de Pernambuco e motivou a apresentação do Projeto de Lei 4.471/2020 para regulamentar patrimônios geológicos.
O público também encontra objetos derivados do material que compõe os meteoritos, como a adaga Keris e o vidro da Líbia, formado pelo calor de um impacto nas areias do deserto. Dez painéis trazem informações sobre origem, composição, classificação e crateras de impacto; em um painel interativo, é possível tocar em meteoritos provenientes da Lua, de Marte e de asteroides.
