O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes sociais na noite de domingo (19) para atacar a socióloga Rosângela Silva, a Janja, que na sexta-feira (17) anunciou que o governo Lula vai enviar ajuda humanitária a milhões de palestinos na Faixa de Gaza durante discurso no encerramento do Fórum Mundial de Alimentação, na sede da FAO, em Roma.
Em vídeo, Janja afirmou: "Aproveitei a oportunidade para anunciar que o presidente Lula que, desde o início denunciou o genocídio na Faixa de Gaza, determinou que, nos próximos dias, o governo brasileiro se junte aos esforços de outros países para enviar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. Um ato urgente de solidariedade e humanidade que representa esperança e recomeço para milhares de famílias. Afinal, a única guerra em que todos sairemos vencedores, é a guerra contra a fome", escreveu Janja junto ao vídeo em seu perfil no Instagram.
A ação brasileira gerou incômodo na ultradireita bolsonarista, apoiadora do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, classificado como criminoso e oportunista, e foi ecoada por Flávio Bolsonaro nas redes.
"Belo gesto de patriotismo, não é?!", disse o senador, incitando sua base ao misturar uma ação diplomática com falso discurso nacionalista.
"Por exemplo, milhares de brasileiros ainda desabrigados por causa de fortes chuvas no Rio Grande do Sul em 2024, mas Lula e Esbanja continuam ignorando. Mas estão mais preocupados com Gaza", emendou. A alegação é falsa: o governo Lula alocou R$ 111,6 bilhões para a reconstrução do estado - valor 16 vezes (1.617%) maior que os R$ 6,9 bilhões liberados pelo governo estadual, comandado por Eduardo Leite (PSD).
Ao priorizar a solidariedade e o combate à fome, Lula reafirma liderança e responsabilidade. O contraste com o bolsonarismo, que transforma política externa e calamidades em palanque, expõe a tática de criar falsos antagonismos para atacar quem trabalha.
