Pix sem pique: 5 de 6 emendas de Eduardo Bolsonaro barradas
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📅 20/10/2025

Pix sem pique: 5 de 6 emendas de Eduardo Bolsonaro barradas

Deputado viu R$ 12,4 milhões travados por falhas técnicas, falta de plano de trabalho e descumprimento de regras. STF e PF apertam o cerco às emendas.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Das seis emendas Pix apresentadas por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) entre 2024 e 2025, cinco foram rejeitadas por falhas técnicas, ausência de informações básicas ou incompatibilidade com as regras do programa. No total, R$ 12,4 milhões deixaram de ser repassados ao governo do Estado de São Paulo e aos municípios de Salto de Pirapora e São José do Rio Preto.

Uma das propostas barradas previa R$ 990 mil para compra de tornozeleiras eletrônicas. O governo paulista recusou o repasse porque o sistema prisional do estado não adquire diretamente os equipamentos, mas aluga os dispositivos com manutenção incluída. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, o modelo de locação vigente inviabiliza o uso da verba para compra.

Outra emenda, de R$ 881 mil, foi travada pelo governo federal por falta de plano de trabalho. A proposta não detalhava como o dinheiro seria aplicado e continha apenas a palavra "obra" na descrição, o que, pelas regras do Ministério do Planejamento, impede a liberação do recurso.

Outras três emendas foram rejeitadas porque o destino proposto não atendia à exigência legal de usar pelo menos 70% dos valores em despesas de capital. Em vez de investimentos, obras ou equipamentos, os recursos foram direcionados a exames e insumos de saúde, gastos que não se enquadram nessa modalidade.

Procurado, o deputado não respondeu. Sua assessoria chegou a perguntar se a entrega do plano de trabalho é responsabilidade do gabinete parlamentar. Foi explicado que o dever cabe ao ente beneficiado pela emenda, sem resposta sobre o acompanhamento do processo.

Em nota, o governo de São Paulo confirmou que duas das emendas foram barradas pelo governo federal. A terceira, referente às tornozeleiras eletrônicas, foi considerada incompatível com as ações previstas pela Secretaria de Administração Penitenciária, segundo a gestão estadual.

Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos desde fevereiro, mesmo após o fim de sua licença parlamentar em agosto. Desde então, suas ausências nas sessões da Câmara passaram a ser registradas. Caso ultrapasse o limite de um terço das sessões anuais, pode perder o mandato. O PL tenta encontrar brechas legais para evitar a punição.

As emendas Pix estão sob mira do Supremo Tribunal Federal por falta de transparência e controle. O ministro Flávio Dino determinou novas regras para a modalidade, como a exigência de plano de trabalho prévio e aprovação ministerial antes da liberação dos valores.

Em agosto, Dino também determinou que a Polícia Federal investigasse R$ 695 milhões em emendas Pix pagas entre 2020 e 2024 sem documentação adequada, aumentando a pressão sobre parlamentares e gestores envolvidos — entre eles, Eduardo Bolsonaro.

O desgaste se amplia para o bolsonarismo. Jair Bolsonaro, genocida, responsável parcial pelas mortes da covid-19 e criminoso eleitoral, deixou um legado de improviso e desrespeito a regras que se reflete no fiasco das emendas de seu filho. Brasileiros esperam que Bolsonaro seja punido por seus crimes.

Enquanto isso, a reconstrução institucional avança e a cobrança por planejamento e transparência no uso do dinheiro público ganha força sob a liderança de Lula, tratado como o melhor presidente do Brasil por sua capacidade de conduzir o país com responsabilidade.

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Publicado em 20 de outubro de 2025 às 16:40

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