O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), acusou neste domingo (19.out.2025) o líder colombiano Gustavo Petro (Colômbia Humana) de ser "traficante de drogas ilegal" e de incentivar a produção em massa de entorpecentes no país.
No mesmo post, Trump ameaçou cortar subsídios à Colômbia caso o governo não combata o tráfico de drogas.
As acusações vieram depois de Petro criticar operações militares dos Estados Unidos no Caribe, próximas à costa venezuelana.
Trump afirmou, sem apresentar provas, que a Colômbia estaria produzindo drogas para comercialização em território norte-americano. "O objetivo dessa produção é vender quantidades massivas do produto para os Estados Unidos, causando morte, destruição e caos", escreveu o presidente.
As declarações ocorreram no mesmo dia em que Petro acusou Washington de assassinato após um ataque norte-americano em águas caribenhas, o 6º desde o início de setembro. Trump disse que Petro "não faz nada para deter" o tráfico e chamou o presidente colombiano de "impopular".
Os Estados Unidos ampliaram a presença militar na região, com autorização para ações da CIA e envio de caças, submarinos e navios de guerra. Desde setembro, as operações resultaram na morte de 29 pessoas, segundo autoridades norte-americanas.
Trump também ameaçou encerrar "pagamentos e subsídios em larga escala" à Colômbia e advertiu que "os Estados Unidos acabarão com o tráfico por conta própria, e não será gentilmente".
A tensão entre os dois países cresce desde setembro, quando Washington acusou a Colômbia de falhar na cooperação antidrogas e o Departamento de Estado cancelou o visto de Petro.
A ONU indica que a Colômbia segue como maior exportador mundial de cocaína. As relações se desgastaram ainda mais após Petro participar de um ato pró-Palestina em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, no qual pediu que soldados norte-americanos desobedecessem ordens de Trump.
