TSE arquiva inquérito, mas condenações mantêm Bolsonaro inelegível
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📅 23/10/2025

TSE arquiva inquérito, mas condenações mantêm Bolsonaro inelegível

Corregedora Isabel Gallotti encerra investigação de 2021 sobre ataques sem provas às urnas; decisão cita fim de prazo e lembra que a Corte já puniu Bolsonaro.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral Isabel Gallotti, corregedora-geral da Justiça Eleitoral, determinou o arquivamento de um inquérito administrativo aberto em 2021 contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL) por suas acusações sem provas contra as urnas eletrônicas.

Ao assinar a decisão, na terça-feira 21, Gallotti citou o fim do prazo para a apresentação de novas ações contra um candidato não eleito e concluiu ser "inútil" o prosseguimento do inquérito.

Em agosto de 2021, o TSE aprovou por unanimidade a instauração do procedimento, a pedido do então corregedor-geral eleitoral, Luís Felipe Salomão.

O pedido de Salomão mencionava "relatos e declarações sem comprovação de fraudes no sistema eletrônico de votação com potenciais ataques à democracia".

No despacho de arquivamento, Isabel Gallotti explicou que o TSE já avaliou os fatos sob apuração em ações ajuizadas na própria Corte — inclusive as que levaram à condenação de Bolsonaro.

Em junho de 2023, o TSE sentenciou Bolsonaro a oito anos longe das urnas por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, em razão de uma agenda de julho de 2022 em que reuniu embaixadores estrangeiros para disseminar mentiras sobre o sistema eleitoral brasileiro.

Quatro meses depois, a Corte condenou o ex-capitão por abuso de poder político e econômico nas cerimônias do 7 de Setembro de 2022.

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Publicado em 23 de outubro de 2025 às 21:20

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