Bolsonaro colocou Queiroga em 'saia justa' e quer forçar sua demissão, diz Otto Alencar

O senador Otto Alencar (PSD-BA), da CPI da Covid, afirmou ao blog nesta quinta-feira (10) que o presidente Jair Bolsonaro colocou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, numa "saia justa" ao pedir um parecer para "desobrigar" o uso de máscaras. Para Alencar, Queiroga deveria pedir demissão do cargo.

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2021-06-10 22:45:41

G1

Bolsonaro diz que quer desobrigar uso de máscara por vacinados

O senador Otto Alencar (PSD-BA), da CPI da Covid, afirmou ao blog nesta quinta-feira (10) que o presidente Jair Bolsonaro colocou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, numa 'saia justa' ao pedir um parecer para 'desobrigar' o uso de máscaras. Para Alencar, Queiroga deveria pedir demissão do cargo.

'Se ele acatar o pedido do presidente e fizer um parecer desobrigando o uso da máscara, vai contra o que ele disse na CPI nesta semana. Vai ficar desmoralizado. O presidente colocou ele numa saia justa, eu acho que ele deveria pedir demissão', afirmou o senador.

Otto Alencar, que é médico, disse que a proposta do presidente é uma temeridade – o Brasil ainda não tem índice de vacinação avançado como, por exemplo, os Estados Unidos, onde o número de mortes está em queda.

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Além disso, Alencar ressaltou que quem já contraiu Covid-19 pode ser contaminado de novo. O senador avalia até que o objetivo do presidente tenha sido forçar a saída do ministro do governo.

'O presidente não engoliu o que o Queiroga falou na CPI, que a cloroquina não tem eficácia. Ele, quando quer tirar um ministro, começa a desautorizá-lo', afirmou Otto Alencar.

'Se o Queiroga ficar e fizer o parecer, não tem altivez, personalidade, porque não é possível que ele vá se submeter a fazer um parecer como esse, com a doença em ascensão, com a terceira onda correndo o risco de chegar', acrescentou.

No Ministério da Saúde, assessores de Queiroga disseram ao blog que não tinham conhecimento do parecer pedido pelo presidente e estavam preocupados sobre qual seria a decisão do ministro. Segundo eles, se o ministro seguir a determinação de Bolsonaro, vai ficar desmoralizado.

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