Multidão se despede do vereador Sandro do Sindicato, assassinado em Caxias; sepultamento foi nesta quinta-feira

O parlamentar foi morto por tiros de fuzil na manhã desta quarta-feira, no bairro Pilar. É o terceiro caso no município aenas este ano

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2021-10-14 19:06:25

O Globo

RIO — O corpo do vereador Alexsandro Silva Faria, o Sandro do Sindicato (Solidariedade), foi sepultado na manhã desta quinta-feira, no Cemitério Nossa Senhora do Pilar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ele foi morto a tiros de fuzil na manhã de ontem, quando dirigia uma van no bairro Pilar, onde morava. Uma multidão acompanhou o cortejo entre a Igreja Ministério Apostólico Adonai, congregação que ele frequentava e onde foi o velório, e o cemitério. Um carro de som reproduziu músicas evangélicas durante o trajeto.

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Com camisas personalizadas com a foto de Sandro e a frase “Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele”, as centenas de pessoas cantaram em conjunto enquanto caminhavam. O corpo chegou ao cemitério às 9h50, sob aplausos. No cemitério, amigos e parentes do vereador discursaram por 30 minutos antes do sepultamento.

— Queria que cada um dos senhores, tanto políticos quanto eleitores e a rapaziada da refinaria, não deixasse esse legado morrer. Vamos mantê-lo vivo em nossos corações. Quando lembrar o Sandro, não se entristeça. Lembra aquele negão que gostava de comer pé de galinha com jiló e angu — disse Marcos Silva Faria, irmão do vereador.

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O filho mais velho de Sandro, Alexsandro Júnior, homenageou o pai:

— Esse cara é um herói para mim e para todos que estamos aqui. Lutador, batalhador, sofredor, filho de pintor — disse.

Alexsandro também lembrou que o sonho do pai era ser vereador de Duque de Caxias.

— Ele falou para mim “filho, senta aqui. Você é meu braço direito, meu primogênito. Você tem meu nome..” Ele tinha o costume de dar uma volta para pedir as coisas, aquele jeitão dele. Às vezes desengonçado, mas que a gente amava. E ele falou que precisava de mim (para se candidatar), que era o sonho dele — lembrou.

Presente no enterro, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), disse que não vê motivação política no assassinato do vereador.

— É uma covardia. Um vereador trabalhador, da nossa base, de um caráter de primeira. Vereador com a cabeça nova, pensando na cidade, pensando no povo. E a gente vê que esse caso não tem conexão política. Tem conexão da violência do cotidiano.

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Sandro do Sindicato foi o terceiro vereador assassinado em Caxias este ano. Em março, Danilo Francisco da Silva, o Danilo do Mercado (MDB), foi morto num ataque que resultou também no assassinato de seu filho, Gabriel da Silva. Em setembro, Joaquim José Santos Alexandre, o Quinzé, também foi morto a tiros.

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Para o prefeito, esses dois assassinatos de vereadores que ocorreram antes não tiveram relação com a atividade política:

— Nenhum desses homicídios tem caráter de crime político ou latrocínio. Foi alguma covardia. A gente crê nisso. E torcemos pra que a polícia possa desvendar esse crime, que é muito importante para a sociedade.

O governador do Rio, Cláudio Castro, se reúne nesta tarde com o presidente da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias, Celso do Alba (MDB), para falar sobre os casos. Celso irá acompanhado de todos os vereadores da cidade.

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O Disque-Denúncia (2253-1177) divulgou um cartaz, nesta quinta-feira,  pedindo informações que possam ajudar a polícia nas investigações da morte do vereador Alexsandro Silva Faria, de 42 anos, o Sandro do Sindicato. Ele foi assassinado a tiros, nesta quarta-feira, no Bairro do Pilar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, quando dirigia uma van. Próximo ao veículo, policiais encontraram cápsulas deflagradas de  fuzil.

Alexsandro tinha 42 anos e estava no primeiro mandato, depois de tentar três vezes uma vaga na Câmara da cidade. Diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, Montagem Industrial, Mobiliário, Mármore e Granito e do Vime de Duque de Caxias, ele transportou a atuação junto à categoria para o nome de urna: Sandro do Sindicato.

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Obteve 3.247 votos nas eleições de 2020, o suficiente para que ele se elegesse pelo quociente eleitoral. Mais de dois terços da votação vieram da zona eleitoral de bairros como Vila Rosário, Parque Fluminense e Pilar, local onde ele foi assassinado.

Sandro era casado e deixou seis filhos. Na Câmara, ele foi substituído pelo suplente Alex Freitas (Solidariedade).

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RIO — O corpo do vereador Alexsandro Silva Faria, o Sandro do Sindicato (Solidariedade), foi sepultado na manhã desta quinta-feira, no Cemitério Nossa Senhora do Pilar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ele foi morto a tiros de fuzil na manhã de ontem, quando dirigia uma van no bairro Pilar, onde morava. Uma multidão acompanhou o cortejo entre a Igreja Ministério Apostólico Adonai, congregação que ele frequentava e onde foi o velório, e o cemitério. Um carro de som reproduziu músicas evangélicas durante o trajeto.

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— Queria que cada um dos senhores, tanto políticos quanto eleitores e a rapaziada da refinaria, não deixasse esse legado morrer. Vamos mantê-lo vivo em nossos corações. Quando lembrar o Sandro, não se entristeça. Lembra aquele negão que gostava de comer pé de galinha com jiló e angu — disse Marcos Silva Faria, irmão do vereador.

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O governador do Rio, Cláudio Castro, se reúne nesta tarde com o presidente da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias, Celso do Alba (MDB), para falar sobre os casos. Celso irá acompanhado de todos os vereadores da cidade.

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Alexsandro tinha 42 anos e estava no primeiro mandato, depois de tentar três vezes uma vaga na Câmara da cidade. Diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, Montagem Industrial, Mobiliário, Mármore e Granito e do Vime de Duque de Caxias, ele transportou a atuação junto à categoria para o nome de urna: Sandro do Sindicato.

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