PF reabre investigação sobre atentado a faca em Bolsonaro

Delegado de Minas Gerais agora vai analisar os dados do celular do advogado de Adélio Bispo, o autor do ataque

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2021-11-26 02:00:15

O Globo

BRASÍLIA - A Polícia Federal de Minas Gerais reabriu o inquérito sobre o atentado a faca sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo delegado Rodrigo Morais, que recebeu o ofício do Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizando o acesso aos dados do celular do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que atua na defesa do autor da facada, Adélio Bispo.

O delegado afirmou que a decisão da Justiça permitirá esclarecer a 'única lacuna' que ficou no inquérito - se os advogados de Adélio foram contratados por um terceiro ou se eles resolveram assumir o caso por conta própria por causa da exposição midiática. Além do conteúdo do celular, a PF tem em mãos as imagens das câmeras de segurança do escritório do advogado.

A Polícia Federal chegou a abrir dois inquéritos para investigar o ataque ocorrido durante ato de campanha de Bolsonaro em Juiz de Fora (MG),  em setembro de 2018. E nas duas investigações, que levaram mais de um ano, a corporação concluiu que Adélio havia agido sozinho, sem a participação de terceiros.

Criminalista experiente, Zanone Júnior foi alvo da PF no fim de 2018. Mas o material recolhido em seus endereços não puderam ser verificados pela PF devido a uma decisão liminar do desembargador Néviton Guedes, do TRF-1. O juiz acatara a um pedido da OAB que reclamava de violação do sigilo funcional da defesa.

Essa liminar foi derrubada pelo plenário do TRF-1 no início de novembro.

Em depoimento à Polícia Federal, o advogado contou que foi procurado por um desconhecido para atuar no caso - sem revelar o seu nome. Na ocasião, ele teria informado a essa pessoa quanto costumava  receber para trabalhar em processos do tipo - 150.000 reais -, mas aceitou baixar o valor para 25.000 reais.

O delegado da PF sempre desconfiou dessa versão propalada pelo advogado, o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. E, no inquérito, escrevera que Adélio Bispo 'agiu sozinho, por iniciativa própria, tendo sido o responsável pelo planejamento da ação criminosa e por sua execução, não contando, a qualquer tempo, com o apoio de terceiros'. O texto diz ainda que o agressor atentou contra a vida do então candidato à Presidência da República 'com o claro propósito de tirar-lhe a vida'.

 

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BRASÍLIA - A Polícia Federal de Minas Gerais reabriu o inquérito sobre o atentado a faca sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo delegado Rodrigo Morais, que recebeu o ofício do Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizando o acesso aos dados do celular do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que atua na defesa do autor da facada, Adélio Bispo.

O delegado afirmou que a decisão da Justiça permitirá esclarecer a 'única lacuna' que ficou no inquérito - se os advogados de Adélio foram contratados por um terceiro ou se eles resolveram assumir o caso por conta própria por causa da exposição midiática. Além do conteúdo do celular, a PF tem em mãos as imagens das câmeras de segurança do escritório do advogado.

A Polícia Federal chegou a abrir dois inquéritos para investigar o ataque ocorrido durante ato de campanha de Bolsonaro em Juiz de Fora (MG),  em setembro de 2018. E nas duas investigações, que levaram mais de um ano, a corporação concluiu que Adélio havia agido sozinho, sem a participação de terceiros.

Criminalista experiente, Zanone Júnior foi alvo da PF no fim de 2018. Mas o material recolhido em seus endereços não puderam ser verificados pela PF devido a uma decisão liminar do desembargador Néviton Guedes, do TRF-1. O juiz acatara a um pedido da OAB que reclamava de violação do sigilo funcional da defesa.

Essa liminar foi derrubada pelo plenário do TRF-1 no início de novembro.

Em depoimento à Polícia Federal, o advogado contou que foi procurado por um desconhecido para atuar no caso - sem revelar o seu nome. Na ocasião, ele teria informado a essa pessoa quanto costumava  receber para trabalhar em processos do tipo - 150.000 reais -, mas aceitou baixar o valor para 25.000 reais.

O delegado da PF sempre desconfiou dessa versão propalada pelo advogado, o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. E, no inquérito, escrevera que Adélio Bispo 'agiu sozinho, por iniciativa própria, tendo sido o responsável pelo planejamento da ação criminosa e por sua execução, não contando, a qualquer tempo, com o apoio de terceiros'. O texto diz ainda que o agressor atentou contra a vida do então candidato à Presidência da República 'com o claro propósito de tirar-lhe a vida'.

 

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