Suíça aprova o passaporte sanitário da covid em meio a forte tensões com negacionistas - ISTOÉ Independente

Os suíços votaram ‘sim’ neste domingo (28) à lei que permite a implantação do passaporte sanitário de covid no país, em meio à quinta onda da pandemia e após uma tensa campanha eleitoral que levantou temores de novas manifestações durante o dia. De acordo com as primeiras estimativas publicadas no domingo pelo instituto de pesquisas […]

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2021-11-28 15:33:05

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A Suíça votou em 28 de novembro de 2021 em um referendo sobre a lei que impõe o passe de saúde, após uma campanha eleitoral agitada. Foto de um pôster contra as imposições à saúde, tirada em 16 de outubro de 2021 em uma manifestação em Lausanne - AFP/Arquivos

AFP

Os suíços votaram ‘sim’ neste domingo (28) à lei que permite a implantação do passaporte sanitário de covid no país, em meio à quinta onda da pandemia e após uma tensa campanha eleitoral que levantou temores de novas manifestações durante o dia.

De acordo com as primeiras estimativas publicadas no domingo pelo instituto de pesquisas gfs.bern, a lei obteve o apoio de 63% dos eleitores (com margem de erro de 3%).

O referendo foi realizado no momento em que a nova variante do omicron, qualificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde, mais uma vez colocou o planeta em alerta.

Como um sinal de tensões incomuns na Suíça, a polícia bloqueou a praça em frente à sede do governo e do parlamento em Berna no domingo, em antecipação às manifestações.

+ O maior organismo do mundo está sendo lentamente devorado por cervos + Estrela do TikTok morre aos 37 anos

As pesquisas já previam que a população aceitaria a lei, mas opositores das vacinas e do passaporte de covid organizaram inúmeras manifestações nas últimas semanas, às vezes proibidas e recheadas de violência.

O aumento das tensões na Suíça, país conhecido pela sua cultura de diálogo e onde se realizam referendos várias vezes ao ano, causou grande surpresa.

Muitos políticos, incluindo o ministro da Saúde, Alain Berset – que por dois anos encarnou a luta contra o coronavírus no país alpino – receberam ameaças de morte e agora estão sob proteção policial.

Os suíços também votaram no domingo uma iniciativa popular sobre cuidados de enfermagem, que pede à Confederação que garanta “remuneração adequada” para tais benefícios.

De acordo com o último levantamento do instituto gfs.Bern, realizado no dia 7 de novembro, 67% dos consultados apoiavam a iniciativa de remuneração adequada da assistência de enfermagem.

Esses votos ocorreram no momento em que a Suíça, como outros países, experimenta um surto de infecções de covid-19 desde meados de outubro devido à variante delta.

Mas, ao contrário de outros países no mesmo caso, o governo suíço até agora se recusou a apertar as medidas de controle em nível nacional, argumentando que a ocupação de leitos de terapia intensiva por pacientes com coronavírus é relativamente baixa até o momento (20%).

No entanto, o governo exige que a população e os turistas respeitem as medidas sanitárias básicas.

– Endurecimento extremo –

Com uma taxa total de vacinação de cerca de 65%, a Suíça fica para trás na cobertura vacinal em comparação com outros países da Europa Ocidental.

É a segunda vez em menos de seis meses que a população tem que votar essa mesma lei. Em junho, os cidadãos apoiaram com 60% dos votos em um primeiro referendo.

No entanto, a lei foi modificada para dar às autoridades mais espaço para combater a pandemia e permitir o estabelecimento do passaporte sanitário, as pessoas contra ela decidiram convocar um segundo referendo.

Os opositores rejeitaram esse “endurecimento extremo e desnecessário da lei” e denunciaram o passaporte, “que implicitamente induz uma vacinação forçada”.

Todos os movimentos políticos, com exceção do UDC populista de direita, o principal partido do país, apoiaram a lei.

O governo afirma que o passaporte covid facilita viagens e estadias no exterior, permite a realização de manifestações e está “à disposição de todos”, pois pessoas não vacinadas que não tinham o vírus podem fazer o teste de PCR para obtê-lo.

Os suíços votaram ‘sim’ neste domingo (28) à lei que permite a implantação do passaporte sanitário de covid no país, em meio à quinta onda da pandemia e após uma tensa campanha eleitoral que levantou temores de novas manifestações durante o dia.

De acordo com as primeiras estimativas publicadas no domingo pelo instituto de pesquisas gfs.bern, a lei obteve o apoio de 63% dos eleitores (com margem de erro de 3%).

O referendo foi realizado no momento em que a nova variante do omicron, qualificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde, mais uma vez colocou o planeta em alerta.

Como um sinal de tensões incomuns na Suíça, a polícia bloqueou a praça em frente à sede do governo e do parlamento em Berna no domingo, em antecipação às manifestações.

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As pesquisas já previam que a população aceitaria a lei, mas opositores das vacinas e do passaporte de covid organizaram inúmeras manifestações nas últimas semanas, às vezes proibidas e recheadas de violência.

O aumento das tensões na Suíça, país conhecido pela sua cultura de diálogo e onde se realizam referendos várias vezes ao ano, causou grande surpresa.

Muitos políticos, incluindo o ministro da Saúde, Alain Berset – que por dois anos encarnou a luta contra o coronavírus no país alpino – receberam ameaças de morte e agora estão sob proteção policial.

Os suíços também votaram no domingo uma iniciativa popular sobre cuidados de enfermagem, que pede à Confederação que garanta “remuneração adequada” para tais benefícios.

De acordo com o último levantamento do instituto gfs.Bern, realizado no dia 7 de novembro, 67% dos consultados apoiavam a iniciativa de remuneração adequada da assistência de enfermagem.

Esses votos ocorreram no momento em que a Suíça, como outros países, experimenta um surto de infecções de covid-19 desde meados de outubro devido à variante delta.

Mas, ao contrário de outros países no mesmo caso, o governo suíço até agora se recusou a apertar as medidas de controle em nível nacional, argumentando que a ocupação de leitos de terapia intensiva por pacientes com coronavírus é relativamente baixa até o momento (20%).

No entanto, o governo exige que a população e os turistas respeitem as medidas sanitárias básicas.

– Endurecimento extremo –

Com uma taxa total de vacinação de cerca de 65%, a Suíça fica para trás na cobertura vacinal em comparação com outros países da Europa Ocidental.

É a segunda vez em menos de seis meses que a população tem que votar essa mesma lei. Em junho, os cidadãos apoiaram com 60% dos votos em um primeiro referendo.

No entanto, a lei foi modificada para dar às autoridades mais espaço para combater a pandemia e permitir o estabelecimento do passaporte sanitário, as pessoas contra ela decidiram convocar um segundo referendo.

Os opositores rejeitaram esse “endurecimento extremo e desnecessário da lei” e denunciaram o passaporte, “que implicitamente induz uma vacinação forçada”.

Todos os movimentos políticos, com exceção do UDC populista de direita, o principal partido do país, apoiaram a lei.

O governo afirma que o passaporte covid facilita viagens e estadias no exterior, permite a realização de manifestações e está “à disposição de todos”, pois pessoas não vacinadas que não tinham o vírus podem fazer o teste de PCR para obtê-lo.

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