'Haddad na frente das pesquisas tem capacidade maior de aglutinar. Mas vamos conversar com PSB', diz Gleisi

Dirigentes de PT e PSB devem se reunir semana que vem para discutir aliança que tem eleição ao governo de SP como entrave

COMPARTILHE:

2022-01-14 19:54:38

O Globo

SÃO PAULO — Enquanto as conversas para uma aliança entre PT e PSB esbarram nos palanques regionais, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse nesta sexta-feira que o ex-prefeito Fernando Haddad tem mais viabilidade eleitoral em São Paulo. O estado é o maior entrave para a composição entre as duas legendas, já que o PSB quer lançar o ex-governador Márcio França (PSB).

Eleições 2022:  PT pressiona PSB nos estados e, no Rio, André Ceciliano se movimenta para substituir Freixo como candidato de Lula

Gleisi disse que está disposta a dialogar com os dirigentes do PSB numa reunião na semana que vem em Brasília. No encontro, dirigentes das siglas devem tentar aparar as arestas para formar uma federação partidária, mecanismo que permite com que as legendas fiquem unidas por quatro anos e teriam que atuar juntas, neste período, em todas as eleições nas esferas federal, estadual e municipal.

Dirigentes do PSB têm condicionado a aliança contrapartidas dos petistas para formação dos palanques estaduais. Além de São Paulo, os socialistas querem apoio em quatro estados: Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul.

Nas últimas semanas, porém, o PT lançou nomes para governador nesses estados apontados como prioritários pelo PSB. E ainda ensaia fazer o mesmo movimento no Rio, onde o partido até o momento afirma que apoiará a candidatura do deputado federal Marcelo Freixo (PSB).

Movimentações partidárias:Centrão avança na Câmara, e PSD e Podemos crescem no Senado; veja

— É legítimo tanto o PT quanto o PSB colocarem os nomes na mesa. Mas temos que ver agora, se a gente tem o espírito da federação, qual é o melhor nome em cada estado. Isso passa pra você ver intenção de votos, o grau de conhecimento que tem a pessoa e se já governa aquele estado. Tem uma série de critérios que nós temos que colocar à mesa. De fato, em São Paulo o que a gente tem visto é o Haddad em primeiro lugar nas pesquisas, acho que tem uma capacidade maior de aglutinar. Mas vamos conversar com o PSB — disse Gleisi, após participar de um evento na Fundação Perseu Abramo, entidade que é ligada ao PT.

Os socialistas sabem que não terão tudo o que querem do PT. O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, admitiu ao GLOBO em dezembro que poderia desistir do apoio do PT nos outros estados, mas enfatizou que não cederia em São Paulo e Pernambuco, onde o partido comanda o governo local há 16 anos. Em Pernambuco, o PT lançou o o senador Humberto Costa após o o ex-prefeito de Recife, Geraldo Júlio (PSB), desistir da disputa estadual. Gleisi disse que Júlio era tido como o candidato natural e que o nome de Costa surge a partir do vácuo deixado por Júlio.

Leia: Depois de uma trégua, Bolsonaro retoma ataques; ação da Justiça eleitoral na eleição é uma das preocupações

— Acho legítimo o PSB ter um nome, mas pela ausência oferecemos um. De fato, eles (o PSB) têm que definir. Na nossa visão, Geraldo Júlio era o nome natural para fazer a sucessão lá. Então, como ele não foi ficou esse vácuo. O Humberto tem trânsito bom com o PSB e sempre teve junto — acrescentou Gleisi.

 

O Globo, um jornal nacional: Fique por dentro da evolução do jornal mais lido do Brasil

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal

SÃO PAULO — Enquanto as conversas para uma aliança entre PT e PSB esbarram nos palanques regionais, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse nesta sexta-feira que o ex-prefeito Fernando Haddad tem mais viabilidade eleitoral em São Paulo. O estado é o maior entrave para a composição entre as duas legendas, já que o PSB quer lançar o ex-governador Márcio França (PSB).

Eleições 2022:  PT pressiona PSB nos estados e, no Rio, André Ceciliano se movimenta para substituir Freixo como candidato de Lula

Gleisi disse que está disposta a dialogar com os dirigentes do PSB numa reunião na semana que vem em Brasília. No encontro, dirigentes das siglas devem tentar aparar as arestas para formar uma federação partidária, mecanismo que permite com que as legendas fiquem unidas por quatro anos e teriam que atuar juntas, neste período, em todas as eleições nas esferas federal, estadual e municipal.

Dirigentes do PSB têm condicionado a aliança contrapartidas dos petistas para formação dos palanques estaduais. Além de São Paulo, os socialistas querem apoio em quatro estados: Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul.

Nas últimas semanas, porém, o PT lançou nomes para governador nesses estados apontados como prioritários pelo PSB. E ainda ensaia fazer o mesmo movimento no Rio, onde o partido até o momento afirma que apoiará a candidatura do deputado federal Marcelo Freixo (PSB).

Movimentações partidárias:Centrão avança na Câmara, e PSD e Podemos crescem no Senado; veja

— É legítimo tanto o PT quanto o PSB colocarem os nomes na mesa. Mas temos que ver agora, se a gente tem o espírito da federação, qual é o melhor nome em cada estado. Isso passa pra você ver intenção de votos, o grau de conhecimento que tem a pessoa e se já governa aquele estado. Tem uma série de critérios que nós temos que colocar à mesa. De fato, em São Paulo o que a gente tem visto é o Haddad em primeiro lugar nas pesquisas, acho que tem uma capacidade maior de aglutinar. Mas vamos conversar com o PSB — disse Gleisi, após participar de um evento na Fundação Perseu Abramo, entidade que é ligada ao PT.

Os socialistas sabem que não terão tudo o que querem do PT. O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, admitiu ao GLOBO em dezembro que poderia desistir do apoio do PT nos outros estados, mas enfatizou que não cederia em São Paulo e Pernambuco, onde o partido comanda o governo local há 16 anos. Em Pernambuco, o PT lançou o o senador Humberto Costa após o o ex-prefeito de Recife, Geraldo Júlio (PSB), desistir da disputa estadual. Gleisi disse que Júlio era tido como o candidato natural e que o nome de Costa surge a partir do vácuo deixado por Júlio.

Leia: Depois de uma trégua, Bolsonaro retoma ataques; ação da Justiça eleitoral na eleição é uma das preocupações

— Acho legítimo o PSB ter um nome, mas pela ausência oferecemos um. De fato, eles (o PSB) têm que definir. Na nossa visão, Geraldo Júlio era o nome natural para fazer a sucessão lá. Então, como ele não foi ficou esse vácuo. O Humberto tem trânsito bom com o PSB e sempre teve junto — acrescentou Gleisi.

 

O Globo, um jornal nacional: Fique por dentro da evolução do jornal mais lido do Brasil

COMPARTILHE:

COMENTÁRIOS

PUBLIQUE UM COMENTÁRIO

Enviar