Alexandre Padilha, Ministro das Relações Institucionais, deu uma avaliação positiva sobre a agenda do governo Lula durante o ano de 2023, declarando-se 'extremamente satisfeito com o resultado final'. Segundo ele, todas as pautas consideradas prioritárias foram aprovadas, como a reconstrução dos programas sociais e diversas propostas na área econômica, incluindo a reforma tributária e a questão do voto de qualidade no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).
Padilha ainda destacou a recolocação internacional do Brasil como resultado das inúmeras viagens do presidente Lula ao exterior. Em entrevista concedida à GloboNews, ele fez uma avaliação do ano de 2023 como um 'ano de reabilitação institucional', contrapondo-se ao relacionamento tóxico entre o ex-presidente Bolsonaro, o Congresso, o Judiciário e a imprensa.
O Ministro ressaltou que o governo Lula tem reintroduzido o 'presidencialismo de coalizão' em vez do 'presidencialismo de delegação' praticado durante o governo Bolsonaro. Segundo ele, no governo Bolsonaro as principais decisões eram delegadas ao Congresso Nacional.
Apesar das mudanças no ambiente congressista, na figura do presidente e na fragmentação dos partidos, Padilha acredita que a situação atual difere tanto dos primeiros governos do presidente Lula quanto do sistema representado pelo governo Bolsonaro.
O Ministro finaliza afirmando que 2023 encerra-se com a maior taxa de conversão de projetos de iniciativa do governo: 37%. O ano mais próximo disso foi o primeiro ano do primeiro governo Lula, com 31%.

