30 anos da tragédia dos Mamonas: exumação mobiliza fãs e legado chega ao Capitão América
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📅 26/02/2026

30 anos da tragédia dos Mamonas: exumação mobiliza fãs e legado chega ao Capitão América

Às vésperas de completar 30 anos do acidente que matou os Mamonas Assassinas, os restos mortais foram exumados para a criação de um memorial em Guarulhos. O impacto cultural da banda segue vivo, citado até em "Capitão América: O Soldado Invernal".

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Ronny Teles

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Combatente pela democracia

Na próxima segunda-feira (2), completam-se 30 anos da morte dos Mamonas Assassinas, vitimados por um acidente aéreo em 2 de março de 1996, quando voltavam de um show em Brasília a bordo do jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, fretado pela própria banda.

Nesta segunda-feira (23), os restos mortais dos integrantes foram exumados no BioParque Cemitério de Guarulhos, onde foram enterrados. De acordo com o cemitério, o projeto do memorial prevê a cremação de uma pequena parte dos corpos, que será transformada em adubo para o plantio de cinco árvores, uma para cada integrante.

O futuro Memorial dos Mamonas Assassinas deve incluir árvores com cinzas, totens digitais e espaço gratuito para fãs, reforçando o caráter afetivo da homenagem.

O acidente ocorreu às 23h15, quando a aeronave se chocou contra a Serra da Cantareira, ao norte de São Paulo, depois de uma tentativa de arremetida. Além de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, morreram o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.

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Mesmo tendo lançado apenas um disco em pouco mais de sete meses de sucesso nacional, o grupo paulista marcou a cultura pop dos anos 1990 no Brasil e foi lembrado pela Marvel no filme "Capitão América: O Soldado Invernal" (2014), o segundo longa dedicado ao líder dos Vingadores.

No longa, Steve Rogers, congelado por quase 70 anos, mantém um bloco de anotações com referências culturais para se atualizar. A lista original americana traz itens como "Star Wars/Trek", a banda Nirvana e a franquia Rocky Balboa (anotada com o provocativo "Rocky II?").

As primeiras anotações mudam conforme o país: na França, aparece o duo eletrônico Daft Punk; na Itália, o comediante e cineasta Roberto Benigni; na Coreia do Sul, o filme "Oldboy"; na Espanha, o tenista Rafael Nadal; e no Reino Unido, os Beatles.

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Na versão brasileira, o caderninho do Capitão América lista Ayrton Senna, Wagner Moura, Xuxa, a série "Chaves" e os Mamonas Assassinas. A inclusão do grupo viralizou nas redes sociais após a estreia do filme no país.

A trajetória dos Mamonas começou longe dos holofotes, quando Sérgio Reis de Oliveira (Sérgio Reoli) conheceu Maurício Hinoto no trabalho. Ao saber que Sérgio tocava bateria, Maurício o apresentou ao irmão, o guitarrista Bento Hinoto. Logo Samuel Reis de Oliveira, irmão mais novo de Sérgio, passou a tocar baixo elétrico. Nascia o grupo Ponte Aérea, que depois virou Utopia, com repertório de covers de Ultraje a Rigor, Legião Urbana e Paralamas do Sucesso.

Em 1990, durante uma apresentação no Parque Cecap, em Guarulhos, o público pediu "Sweet Child o' Mine", do Guns N' Roses. Sem ninguém no trio que falasse inglês, chamaram alguém da plateia: Alecsander Alves, o Dinho, subiu ao palco e cantou. Ele foi efetivado como vocalista. No mesmo ano, o tecladista Márcio Cardoso de Araújo entrou na banda e, pouco antes do disco Utopia (1992), foi substituído por Júlio Rasec, então técnico de apoio do grupo.

Em 1994, o Utopia mudou de perfil e adotou uma veia cômica, passando a compor. Gravaram uma fita demo com "Pelados em Santos" e "Robocop Gay", que chegou ao produtor musical Rick Bonadio. Ele idealizou o primeiro álbum e sugeriu a mudança de nome. A ideia que levaria a "Mamonas Assassinas" partiu do baixista Samuel, que propôs inicialmente "Mamonas Assassinas do Espaço".

Em 1995, a banda gravou seu primeiro e único álbum homônimo com a Electric and Musical Industries (EMI). Com letras repletas de deboche, incorreções políticas e duplo sentido, o disco foi um fenômeno e vendeu cerca de 1,8 milhão de cópias.

Dinho (Alecsander Alves) nasceu em Irecê, Bahia, e se mudou para Guarulhos com dois meses de vida. Começou a cantar em corais de igreja na infância, tornou-se o principal vocalista e um dos letristas do grupo, celebrando o humor no palco.

Bento Hinoto (Alberto Hinoto), de Itaquaquecetuba, foi o guitarrista e um dos fundadores. Aos 14 anos ganhou o primeiro violão e, dois anos depois, a mãe trouxe do Japão a guitarra que marcou sua jornada musical.

Sérgio Reis de Oliveira (Sérgio Reoli), de Guarulhos, fundador do Utopia, foi o baterista dos Mamonas e apaixonado por rock nacional e internacional. Era o irmão mais velho do baixista Samuel Reoli.

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Samuel Reis de Oliveira (Samuel Reoli), paulistano, baixista dos Mamonas e irmão de Sérgio, inicialmente se interessava mais por desenho, mas decidiu se juntar à banda após assistir a um ensaio do irmão com Bento.

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Júlio César Barbosa (Júlio Rasec), de Guarulhos, tecladista e principal compositor, ganhou um teclado na infância e desenvolveu cedo o gosto pela música. Foi tido como um mini-gênio, por ter aprendido a ler e escrever aos quatro anos.

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Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 12:15

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