Azul aperta o cinto e mira pouso seguro em 2026
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📅 24/10/2025

Azul aperta o cinto e mira pouso seguro em 2026

Companhia atualiza o plano sob Chapter 11, diz ter economizado R$ 747 milhões e projeta sair da recuperação judicial no início de 2026, com menos dívida e frota mais enxuta.

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Redação

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A Azul Linhas Aéreas atualizou seu plano de negócios como parte da reestruturação iniciada em maio nos EUA, sob a legislação Chapter 11, equivalente à recuperação judicial no Brasil.

A apresentação traz novas estimativas para reduções de custos já alcançadas e ajustes na malha e na capacidade da frota. O cenário prevê a saída do processo no início de 2026, condicionada à queda da alavancagem por meio da redução do endividamento.

Segundo a Azul, a reestruturação já gerou economia de R$ 747 milhões, resultado de "melhorias de produtividade e contratos finalizados já alcançados". A empresa vê potencial de mais R$ 160 milhões, totalizando R$ 907 milhões.

Em comunicado, a companhia afirma esperar sair do processo "significativamente mais saudável, com menos dívidas gerais, menores passivos de arrendamento, menores pagamentos de arrendamento de aeronaves e alavancagem consideravelmente menor".

No segundo trimestre, a dívida líquida equivalia a 4,9 vezes o Ebitda. A projeção é encerrar a recuperação judicial em fevereiro de 2026 com 2,5 vezes e reduzir gradualmente até 0,8 vez em 2029.

Em maio, quando pediu o Chapter 11, a Azul somava mais de R$ 2 bilhões em dívidas. Na mesma época, anunciou que reduziria a frota em 35%. No fim de março, contava 184 aviões.

No texto, o CEO John Rodgerson diz que o plano expressa o "desejo de reconstruir" a companhia como uma empresa "muito mais forte", destacando a redução do endividamento e o aumento da geração de caixa até aqui.

"O plano que apresentamos hoje mostra esses resultados positivos e estamos extremamente entusiasmados para preparar a Azul para o futuro", afirma o executivo.

A apresentação institucional aponta redução dos pagamentos de arrendamento de aviões e atrasados, via renegociação com empresas de leasing, de 32,9% desde o pedido do Chapter 11.

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Entre as medidas adotadas, está a racionalização do uso da frota e da malha de voos, com "uma combinação ajustada no mix de aeronaves e menor capacidade no curto prazo".

O plano projeta receita operacional líquida de R$ 22,1 bilhões em 2025 e R$ 23,4 bilhões em 2026, chegando a R$ 27,7 bilhões em 2029.

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Publicado em 24 de outubro de 2025 às 00:48

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