Bancada feminina cresce, mas Câmara ainda é 79% masculina
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📅 05/10/2026

Bancada feminina cresce, mas Câmara ainda é 79% masculina

A eleição de 109 deputadas federais representa um avanço histórico de cerca de 20%, embora as mulheres ocupem apenas 21% das cadeiras.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A bancada feminina na Câmara dos Deputados alcançou um número histórico nas eleições de domingo, 4 de outubro. Foram eleitas 109 mulheres para o cargo de deputada federal, aumento de cerca de 20% em relação ao pleito anterior.

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Em 2022, 91 mulheres conquistaram cadeiras na Câmara. O total havia sido de 77 em 2018, 51 em 2014 e 45 tanto em 2010 quanto em 2006.

Apesar do avanço, os homens ainda são ampla maioria. Das 513 cadeiras da Câmara, 404 serão ocupadas por homens, cerca de 79%, enquanto as mulheres representarão 21% da composição.

O Sudeste elegeu o maior número de deputadas federais, com 39, seguido pelo Nordeste, com 32. O Sul terá 15 representantes, o Centro-Oeste contará com 12 e o Norte terá 11.

Distrito Federal, Piauí e Roraima não elegeram nenhuma mulher para a Câmara dos Deputados.

Nos últimos anos, a Justiça Eleitoral adotou medidas para ampliar a presença feminina na política, como percentuais mínimos de candidaturas de mulheres e ações de combate à violência política de gênero.

A eleição também teve uma votação recorde. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, Erika Hilton, do PSol de São Paulo, recebeu 1,596 milhão de votos e se tornou a mulher mais votada para a Câmara na história do Brasil.

Erika Hilton foi eleita deputada federal pela primeira vez em 2022. Antes de chegar ao Congresso Nacional, foi vereadora da cidade de São Paulo e integrou a Bancada Ativista na Assembleia Legislativa paulista.

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Publicado em 5 de outubro de 2026 às 10:24

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