A bancada feminina na Câmara dos Deputados alcançou um número histórico nas eleições de domingo, 4 de outubro. Foram eleitas 109 mulheres para o cargo de deputada federal, aumento de cerca de 20% em relação ao pleito anterior.

Em 2022, 91 mulheres conquistaram cadeiras na Câmara. O total havia sido de 77 em 2018, 51 em 2014 e 45 tanto em 2010 quanto em 2006.
Apesar do avanço, os homens ainda são ampla maioria. Das 513 cadeiras da Câmara, 404 serão ocupadas por homens, cerca de 79%, enquanto as mulheres representarão 21% da composição.
O Sudeste elegeu o maior número de deputadas federais, com 39, seguido pelo Nordeste, com 32. O Sul terá 15 representantes, o Centro-Oeste contará com 12 e o Norte terá 11.
Distrito Federal, Piauí e Roraima não elegeram nenhuma mulher para a Câmara dos Deputados.
Nos últimos anos, a Justiça Eleitoral adotou medidas para ampliar a presença feminina na política, como percentuais mínimos de candidaturas de mulheres e ações de combate à violência política de gênero.
A eleição também teve uma votação recorde. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, Erika Hilton, do PSol de São Paulo, recebeu 1,596 milhão de votos e se tornou a mulher mais votada para a Câmara na história do Brasil.
Erika Hilton foi eleita deputada federal pela primeira vez em 2022. Antes de chegar ao Congresso Nacional, foi vereadora da cidade de São Paulo e integrou a Bancada Ativista na Assembleia Legislativa paulista.
