O bispo JB Carvalho, que batizou Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Planalto, criticou o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil em um livro publicado em 2001.
Na obra A Bomba: A verdade pode ser explosiva, Carvalho escreveu que "Deus odeia o culto à Rainha dos Céus". Ele associou Nossa Senhora à divindade pagã Rainha dos Céus, condenada no Antigo Testamento, defendeu a retirada do título de padroeira e afirmou que o feriado de 12 de outubro é "ilegal".

No fim de setembro, a Associação Protetora dos Desvalidos apresentou uma notícia-crime à Justiça Federal contra a circulação do livro, sob a alegação de incitação à discriminação religiosa. Protocolada em 28 de setembro, a ação pede a suspensão da divulgação e da circulação da obra em sites e aplicativos de mensagem.

JB Carvalho é escritor, teólogo e fundador da Comunidade das Nações. A igreja tem mais de 50 unidades no Brasil, nos Estados Unidos e em Portugal, com sede localizada em Brasília.
O bispo mantém uma relação próxima com integrantes da família Bolsonaro. Flávio e sua mulher, Fernanda Bolsonaro, foram batizados por Carvalho em 2024. Jair Bolsonaro e a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) também têm proximidade com o religioso.
Michelle e o ex-presidente participaram ativamente de eventos da igreja durante a campanha de Bolsonaro à reeleição, em 2022.

