O aclamado jogador, Daniel Alves enfrentará o seu julgamento de 5 a 7 de fevereiro por suspeita de ter estuprado uma mulher em um clube noturno de Barcelona no final do ano passado. O anúncio foi feito pelo tribunal de Barcelona nesta quarta-feira.
No final de novembro, o Ministério Público espanhol sugeriu a dura punição de nove anos de prisão para Alves, hoje com 40 anos, e que atualmente aguarda julgamento em prisão temporária desde janeiro.
De acordo com o documento de conclusões provisórias de 24 de novembro, o Ministério Público solicitou uma “pena de nove anos de prisão” para o atleta, além de uma indenização de 150 mil euros para a vítima, por um suposto crime de “agressão sexual com penetração”.
Além disso, o Ministério Público avisa que requer mais 10 anos de supervisão para Alves após o cumprimento da possível sentença, incluindo também a proibição de que ele esteja próximo ou se comunique com a vítima durante este período.
O icônico ex-lateral da Seleção Brasileira encontra-se detido desde o dia 20 de janeiro, logo após o seu primeiro encontro com a juíza de instrução.
O suposto estupro ocorreu em uma sala privada na casa noturna Sutton, em Barcelona, na madrugada de 31 de dezembro de 2022. Alves, já familiarizado com a casa noturna, convidou a jovem para uma área exclusiva onde há um banheiro privativo, do qual ela não sabia da existência.
Segundo o Ministério Público, o ex-atleta do Barcelona teria mostrado uma “atitude violenta”, abusado da mulher e forçado relações sexuais, apesar da resistência por parte dela.
Após receber assistência médica no dia seguinte, a vítima decidiu denunciar o ocorrido à polícia no dia 2 de janeiro e, atualmente, sofre de “transtorno de estresse pós-traumático de intensidade globalmente elevada”, para o qual está em tratamento, de acordo com o Ministério Público.
Mesmo negando inicialmente conhecer a vítima, Alves mudou a sua versão da história diversas vezes, mas finalmente admitiu que tinha tido relações sexuais com ela, mas de maneira consensual, segundo fontes próximas ao caso.
Tendo Alves conquistado 43 títulos ao longo de sua carreira, a justiça espanhola negou-lhe a liberdade provisória diversas vezes, acusando-o de estar potencialmente planejando fugir do país.
O incidente teve lugar enquanto Daniel Alves estava passando suas férias em Barcelona, após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo do Catar em 2022, antes de retornar ao clube mexicano Pumas.
Após a prisão de Alves, o clube mexicano decidiu terminar o contrato com o jogador.

