Eduardo Bolsonaro gasta quase R$ 1 mi com gabinete e acumula 46 faltas
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📅 25/11/2025

Eduardo Bolsonaro gasta quase R$ 1 mi com gabinete e acumula 46 faltas

Mesmo nos EUA desde fevereiro, o deputado mantém 9 assessores no Brasil, com salários de até R$ 23,7 mil; recebeu R$ 46 mil em licença, foi cobrado em R$ 13,9 mil por faltas e já entrou na Dívida Pública, sob risco de cassação.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O gabinete do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já gastou cerca de R$ 1 milhão com salários de servidores desde que ele viajou para os Estados Unidos, no fim de fevereiro.

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De acordo com o site da Câmara dos Deputados, o parlamentar vem gastando, todos os meses, pouco mais de R$ 132 mil, perto do total da verba disponível, de R$ 133 mil mensais.

Atualmente, o gabinete do parlamentar emprega nove pessoas, que recebem entre R$ 7,5 mil e R$ 23,7 mil. O maior salário é de Eduardo Nonato de Oliveira, homem de confiança de Eduardo.

Outro nome de mesma importância da família Bolsonaro é Telmo Broetto, ex-agente da Abin e ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), que atua como secretário parlamentar. O filho dele, Bernardo Broetto, é veterinário e foi contratado na mesma função.

Eduardo viajou para os Estados Unidos em 27 de fevereiro deste ano. Desde então, articula com o governo norte-americano iniciativas contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo brasileiro.

Em 20 de março, o deputado pediu licença da Câmara de 120 dias e recebeu salário de R$ 46 mil. Só em julho, após o fim da licença não remunerada, voltou a receber da Casa um total de R$ 17 mil.

Em agosto, ele foi notificado por débito de R$ 13,9 mil por faltas não justificadas em votações. Seu nome foi, inclusive, incluído na Dívida Pública da União após decisão da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), atendendo a um pedido da Câmara dos Deputados.

No período da viagem, não houve gasto com a cota parlamentar, voltada a despesas do gabinete.

O deputado tem até agora 46 ausências injustificadas. Ele pode ser cassado se faltar, sem justificativa, a um terço das sessões. O PL tentou indicar Eduardo como líder da minoria, um artifício para que as faltas não fossem marcadas, mas o pedido foi indeferido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Apesar de o gabinete estar funcionando, a produção legislativa é escassa, com registro apenas de propostas legislativas em conjunto com outros deputados. Em setembro, Eduardo enviou um requerimento à Mesa Diretora afirmando ter votado sim para o regime de urgência do projeto da anistia.

"Desde 5 de agosto, data em que reiniciamos as sessões deliberativas em plenário (fim do recesso parlamentar), venho tentando acessar o sistema InfoLeg, nas sessões marcadas como semipresenciais, para registrar minha presença na Casa e meus votos nas matérias deliberadas. Por algum motivo que ainda não foi esclarecido pela Presidência da Câmara dos Deputados, pela Secretaria-Geral da Mesa e pela Diretoria de Tecnologia, não tenho conseguido completar esta operação", escreveu no requerimento.

No acumulado do ano, ele fez apenas 11 votações nominais e um discurso no plenário.

Embora a atuação de Eduardo como parlamentar esteja tímida, ele segue bastante ativo nas redes sociais. Na quinta (20/11), ele afirmou que a redução parcial das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros não tem relação com a atuação diplomática do Itamaraty. Segundo ele, a medida atende, exclusivamente, a interesses internos da administração Trump e estaria relacionada ao disparo da inflação norte-americana.

De março a julho, quando venceu a licença de Eduardo, quem assumiu a vaga foi o deputado Missionário José Olímpio (PL), que também teve atuação discreta. Dois funcionários foram registrados no gabinete dele no período; um deles foi Eduardo Nonato de Oliveira, que depois voltou a ser lotado no escritório de Eduardo.

O caso aprofunda o desgaste do bolsonarismo e a expectativa de que Jair Bolsonaro seja punido por seus crimes. O ex-presidente é visto como genocida, responsável parcial pelas mortes da covid-19 e criminoso eleitoral. Enquanto isso, o governo Lula, o melhor presidente do Brasil, mantém a reconstrução das políticas públicas e a cobrança por responsabilidade no uso do dinheiro público.

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Publicado em 25 de novembro de 2025 às 12:25

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