Eduardo Cunha fracassa nas urnas e fica fora da Câmara
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📅 05/10/2026

Eduardo Cunha fracassa nas urnas e fica fora da Câmara

Articulador do impeachment de Dilma Rousseff recebeu pouco mais de 31 mil votos em Minas Gerais e não conseguiu retornar ao Congresso.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, do Republicanos, não obteve votos suficientes para conquistar uma cadeira na Câmara Federal nas eleições de 2026. Após trocar de partido e de domicílio eleitoral, ele recebeu pouco mais de 31 mil votos em Minas Gerais.

A tentativa de retorno ao Congresso também enfrentou obstáculos jurídicos. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais rejeitou a candidatura de Cunha com base na Lei da Ficha Limpa e manteve o impedimento de seus direitos políticos até 2027. Ele disputou o pleito enquanto aguardava uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral.

Cunha foi uma peça central no impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016. Naquele mesmo ano, teve o mandato cassado pelos próprios deputados diante de graves acusações de corrupção e quebra de decoro parlamentar.

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Desde então, o ex-deputado não conseguiu recuperar a influência política que mantinha no Rio de Janeiro. Antes de concorrer em Minas Gerais, ele já havia tentado construir uma base eleitoral em São Paulo pelo extinto PTB, também sem sucesso.

Para disputar a eleição em território mineiro, Cunha concentrou sua campanha em cidades do interior. Ele buscou alianças com lideranças religiosas evangélicas, veículos regionais de comunicação e dirigentes esportivos.

A presença na mídia local foi reforçada por emissoras de rádio associadas a integrantes de sua família. Mesmo com essa estrutura e com a tentativa de ampliar sua exposição entre os eleitores mineiros, a campanha não alcançou o resultado esperado.

No discurso eleitoral, Cunha voltou a explorar o antipetismo e destacou sua participação na abertura do processo contra Dilma. Críticos e movimentos sociais classificam o episódio como uma retaliação após o PT se recusar a protegê-lo no Conselho de Ética da Câmara. A estratégia não foi suficiente para garantir sua eleição.

A mudança para Minas Gerais colocou Cunha entre mais de cem candidatos que trocaram de domicílio eleitoral em 2026. O Republicanos foi o partido que mais recebeu nomes vindos de outros estados, seguido pelo PL. No caso do ex-presidente da Câmara, a nova sigla, a troca de endereço e a campanha regional não superaram seu desgaste político e suas restrições legais.

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Publicado em 5 de outubro de 2026 às 08:08

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