A Justiça do Colorado tomou a decisão na terça-feira (19) de tornar Trump, favorito nesse estado, inelegível para as primárias do Partido Republicano em 2024, que ocorrerá em 5 de março.
De acordo com quatro dos sete juízes do Supremo Tribunal, Trump se envolveu na "insurreição" de 6 de janeiro de 2021 durante o ataque ao Capitólio. Eles afirmam que essa participação o torna inelegível para as eleições no estado do Colorado.
Para justificar a decisão, a Justiça utilizou o 14ª emenda da Constituição, uma lei que proíbe a ocupação de um cargo público nos EUA por aqueles que tenham se envolvido em uma insurreição. Essa emenda não é usada desde 1919.
O ex-presidente, Trump, já anunciou que pretende recorrer da decisão que pode ter impacto nas eleições presidenciais de 2024.
Noah Bookbinder do grupo Citizens for Responsibility and Ethics (CREW), elogiou a decisão, mencionando ser "um grande momento para a democracia".
Steven Cheung, porta-voz da campanha de Trump, anunciou que pretende entrar com um recurso e pedir a suspensão dessa decisão que classifica como antidemocrática.
Não é só no Colorado que Trump enfrenta problemas legais. Sua elegibilidade para concorrer a cargos públicos está sendo questionada em vários estados dos EUA, como Minnesota e Michigan.
A questão da elegibilidade de Trump ainda é incerta em nível federal. O ex-presidente será julgado em Washington em março pelas acusações de conspirar para anular os resultados das eleições de novembro de 2020, que foram vencidas pelo democrata Joe Biden.
