IA é a nova aliada do Chile na busca por desaparecidos da era Pinochet
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📅 16/01/2024

IA é a nova aliada do Chile na busca por desaparecidos da era Pinochet

Categorias:MUNDOTECNOLOGIA

O presidente Gabriel Boric anunciou o uso de Inteligência Artificial (IA) para auxiliar na busca por mais de 1.000 detidos desaparecidos durante o período da ditadura no Chile.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O Chile planeja utilizar Inteligência Artificial (IA) na tentativa de encontrar mais de 1.000 detidos que desapareceram durante a ditadura de Augusto Pinochet, entre 1973 e 1990. A afirmação foi feita pelo presidente chileno Gabriel Boric.

“No campo dos direitos humanos, a IA será crucial no Plano Nacional de Busca dos detidos desaparecidos”, anunciou Boric durante a inauguração de um evento científico chamado Future Congress. Boric destacou a relevância da tecnologia para o desenvolvimento do país.

O projeto, financiado pelo governo chileno, visa reconstruir a trajetória das vítimas após suas prisões e desaparecimentos, proporcionar acesso à informação para os familiares e implementar medidas de resgate.

Paulina Zamorano, chefe do Programa de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, afirma: “A IA permitirá cruzar uma significativa quantidade de informação, atualmente dispersa em diversas instituições”. E complementa que a informação dos arquivos é crucial para a investigação e ressalta que a leitura dos registros demoraria muitos anos. A IA será usada para agilizar o processo de coleta de dados e cruzamento dessas informações.

Foi anunciado que uma empresa privada criará uma plataforma, com ênfase na tecnologia e digitalização, para auxiliar na busca de desaparecidos e rastreabilidade dos possíveis locais em que essas pessoas foram detidas durante a ditadura.

A busca por mais de 3.200 vítimas da ditadura, entre mortos e desaparecidos, tem sido dificultada pela falta de colaboração das Forças Armadas. Familiares das vítimas apontam um “pacto de silêncio” como o principal obstáculo.

Segundo informações de militares, em um diálogo que ocorreu no final dos anos 1990, cerca de 200 detidos foram atirados ao mar. Porém, alguns dos restos mortais foram encontrados em valas comuns no país.

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Publicado em 16 de janeiro de 2024 às 07:01

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