A autoridade japonesa de defesa da concorrência realizou, na quarta-feira, uma inspeção in loco na Microsoft Japão, sob suspeita de violação da lei antimonopólio.
Uma fonte que pediu para não ser identificada confirmou que a subsidiária é investigada por supostamente impedir clientes de utilizar plataformas de computação em nuvem desenvolvidas por concorrentes.
"Estamos cooperando com a CJLC (Comissão Japonesa de Livre Comércio) em suas solicitações", afirmou um porta-voz da empresa à AFP.
A apuração tem como foco o Azure, serviço de computação em nuvem da Microsoft. Segundo veículos japoneses, há suspeitas de que a companhia tenha tornado seus softwares, incluindo o Microsoft 365, inacessíveis em servidores que não sejam o Azure, o que pode configurar prática de venda casada ou restrição de interoperabilidade.
Nos últimos anos, as autoridades japonesas intensificaram a fiscalização sobre grandes empresas de tecnologia para coibir a formação de monopólios e práticas abusivas de mercado.
Em agosto, a CJLC emitiu uma ordem de cessação e desistência contra o Google por impor condições contratuais a fabricantes de smartphones com Android no Japão para garantir a instalação quase automática de sua loja de aplicativos.
Em 2024, a Amazon Japão também foi alvo de inspeção por suspeitas de abuso de posição dominante. Segundo a comissão, a empresa utilizou sua "caixa de compra" ("buy box") para pressionar vendedores a reduzir preços, buscando obter vantagem competitiva frente a outros sites de comércio eletrônico.
