O chefe de estado argentino, buscando reconciliação após duras críticas proferidas durante sua campanha presidencial, ofereceu ao Papa Francisco doces e livros. De acordo com o porta-voz de Milei, Manuel Adorni, estavam presentes no pacote doces de leite e biscoitos de limão, além de livros do aclamado economista Jesús Huerta de Soto.
Em uma conversa que durou cerca de 70 minutos, Milei e o Papa discutiram a economia e os planos do presidente argentino para o país. Nesta oportunidade, Milei teria pedido desculpas por suas declarações passadas, ao que o pontífice respondeu que são “erros comuns da juventude”, segundo informações do Infobae.
Milei expressou ao Papa sua satisfação com o plano econômico de seu governo e as medidas sociais implementadas. A comitiva oficial, composta por Karina Milei e os ministros Diana Mondino, Guillermo Francos e Sandra Pettovello, juntou-se a eles no final da reunião, em um momento de fotos e cumprimentos protocolares na biblioteca do Palácio Apostólico.
Controversamente, durante sua campanha eleitoral, o presidente argentino chegou a se referir ao Papa como um 'imbecil que defende a justiça social' e 'representante do maligno'. No entanto, após sua eleição, o tom diminuiu e ele convidou o Papa para visitar a Argentina.
O Papa, em entrevista ao jornal italiano La Stampa, afirmou que não ficou chateado pelas declarações de Milei e está 'pronto para iniciar um diálogo'. Antes da reunião formal, ambos já haviam tido um encontro descontraído no domingo (11.fev), na Basílica de São Pedro, onde Milei estava presente para o processo de canonização da primeira santa argentina, Maria Antonia de Paz y Figueroa, conhecida como 'Mama Antula'.
Após a cerimônia, ocorreu um breve encontro entre Milei e Francisco onde houve uma troca de gentilezas e um caloroso abraço.
