A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, uma operação para reprimir e esclarecer ataques cibernéticos contra parlamentares federais que manifestaram apoio ao projeto de lei conhecido como PL antiaborto. São cumpridos dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e em Curitiba. Os investigados teriam atuado contra os sites dos deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ), Bia Kicis (PL-DF) e Paulo Bilynskyj (PL-SP).
Segundo a corporação, "diversos sites de deputados federais foram alvo de ataques coordenados, resultando em instabilidade e períodos de indisponibilidade, afetando a comunicação institucional e a atuação legislativa".
Batizada de Operação Intolerans, a ação conta com apoio de parceiros estrangeiros por meio de cooperação jurídica internacional, reforçando a resposta institucional a crimes digitais que visam calar vozes no debate público.
O PL antiaborto foi debatido na Câmara no ano passado e gerou ampla repercussão. O texto buscava equiparar o aborto após a 22ª semana ao crime de homicídio e tinha apoio da bancada evangélica. Naquele período, o site oficial do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de ataque hacker e ficou fora do ar, exibindo apenas um tuíte do presidente Lula (PT).

