Xi pressiona Trump e põe Taiwan no centro da disputa China-EUA
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📅 05/02/2026

Xi pressiona Trump e põe Taiwan no centro da disputa China-EUA

Em ligação telefônica, Xi Jinping disse que Taiwan é "a questão mais importante" entre China e EUA e pediu "prudência" nas vendas de armas; Trump chamou a conversa de "excelente" e falou em ampliar compras de soja.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Em conversa telefônica nesta quarta-feira, Xi Jinping afirmou que Taiwan é "a questão mais importante" nas relações com os Estados Unidos e cobrou que Washington aja com "prudência" no fornecimento de armas à ilha.

De acordo com relatos oficiais, Xi disse atribuir "grande importância" aos laços com os EUA e espera que os dois países saibam administrar suas divergências. Donald Trump classificou a ligação como "excelente", "longa e minuciosa" em publicação nas redes sociais.

A conversa ocorreu após uma série de visitas de líderes ocidentais à China. O próprio Trump afirmou que deve viajar a Peququim em abril, visita que disse "aguardar com muita expectativa".

No plano comercial, o presidente americano disse que Pequim avalia comprar 20 milhões de toneladas de soja dos EUA, acima das atuais 12 milhões. Ele escreveu: "A relação com a China, e a minha relação pessoal com o presidente Xi, é extremamente boa, e ambos reconhecemos a importância de mantê-la assim".

Além de Taiwan, os dois líderes discutiram a guerra da Rússia na Ucrânia, a situação no Irã e a compra de petróleo e gás americanos pela China, segundo Trump.

Sobre Taiwan, Xi reiterou a posição de Pequim de que a ilha é "território da China" e que o país "deve salvaguardar a soberania e a integridade territorial". Ele alertou: "Os Estados Unidos devem lidar com a questão da venda de armas para Taiwan com prudência".

Os EUA mantêm relações diplomáticas formais com Pequim, e não com Taiwan, mas seguem como principal aliado e maior fornecedor de armas da ilha. Em dezembro, o governo Trump anunciou uma venda de armamentos a Taiwan estimada em US$ 11 bilhões, incluindo lançadores de foguetes avançados, obuses autopropulsados e mísseis. À época, Pequim afirmou que a medida "aceleraria a escalada rumo a uma situação perigosa e violenta no Estreito de Taiwan".

Em Taipé, o líder taiwanês Lai Ching-te afirmou que as relações com os EUA permanecem "sólidas como uma rocha" e que "todos os projetos de cooperação em andamento continuam".

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Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 14:12

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