A Samsung lançou seu primeiro celular com dobra tripla. O Galaxy Z TriFold chegará às lojas da Coreia do Sul em 12 de dezembro por US$ 2.443 (aproximadamente R$ 13 mil), valor que equivale ao dobro do novo iPhone 17.
Haverá venda nos Estados Unidos, sem preço divulgado por enquanto. O aparelho também vai a outros mercados, incluindo China, Taiwan, Cingapura e Emirados Árabes Unidos.
O lançamento reforça a engenharia da fabricante em dobráveis, uma categoria que ainda busca convencer o público em geral.
Com duas dobradiças, o TriFold se transforma em um dispositivo do tamanho de tablet. Aberto, alcança 25,4 centímetros de tela, com "possibilidades ampliadas de criação e trabalho", segundo a empresa.
O modelo foi apresentado em Seul meses antes de a Apple revelar seu primeiro iPhone dobrável, previsto para o próximo outono no hemisfério norte, com design tipo livro semelhante ao Galaxy Z Fold 7, lançado em julho.
— O primeiro modelo trifold da Samsung será enviado em volume muito limitado, mas escala não é o objetivo — disse a analista Liz Lee, da Counterpoint Research. — Com a dinâmica competitiva definida para mudar de forma significativa em 2026, especialmente com a esperada entrada da Apple no segmento de dobráveis, a Samsung está posicionando este dispositivo como um piloto multidobrável para reforçar sua liderança tecnológica.

Segundo a Counterpoint, dobráveis ainda representam 2,5% do mercado móvel. A Samsung elevou sua fatia para 64% da categoria e registrou forte crescimento de remessas no último trimestre encerrado em setembro.
A Huawei foi a primeira a lançar um trifold, com o Mate XT em 2024 e o Mate XTs em 2025, na mesma faixa de preço do TriFold.

Na China, a Huawei deve ser a principal rival. Ainda assim, seus aparelhos não têm a ampla compatibilidade com apps Android vista no ecossistema da Samsung. O TriFold dobra para dentro a partir de dois lados; os Mate adotam formato em Z.
Fechado, o TriFold tem dimensões próximas às de um smartphone comum. Aberto, entrega uma tela de 10 polegadas, maior que a do Galaxy Z Fold 7. No modo tipo tablet, cada parte pode rodar um app independente, como se fossem três telas de 6,5 polegadas lado a lado.
O DeX foi ajustado para rodar uma experiência semelhante à de desktop direto na tela interna, sem monitor externo. No TriFold, o DeX permite até quatro áreas de trabalho, cada uma capaz de executar cinco apps ao mesmo tempo.

Para aumentar a confiança na durabilidade, a Samsung diz ter reforçado dobradiças, estrutura de alumínio e tecnologia de tela. Haverá um desconto único de 50% no reparo do display caso seja necessário.
Por dentro, a bateria é de 5.600 mAh, a maior já usada pela marca em um dobrável, com promessa de até 17 horas de reprodução contínua de vídeo com a tela aberta. A empresa não informou a autonomia típica de uso.
Em testes práticos curtos, o uso se mostrou intuitivo. Se o usuário começar a fechar o lado errado, o telefone emite alerta na tela e vibra.
O TriFold inclui recursos do Galaxy AI, como Generative Edit, Photo Assist e Writing Assist. Compradores terão teste de seis meses do Google AI Pro.

As vendas iniciais dos dobráveis mais recentes da Samsung superaram as gerações anteriores, mas seguem menores que as de modelos mais acessíveis, como o Galaxy S25 Ultra. Mantido o histórico, a linha Galaxy S26 deve ser apresentada no início do próximo ano.


