A equipe jurídica de Jair Bolsonaro planeja solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, permissão para uma viagem a Israel. O ex-presidente disse ter recebido um convite por carta do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, aliado de seu campo político e líder de um regime de extrema direita.
Bolsonaro está proibido de deixar o Brasil desde fevereiro, quando entregou o passaporte à Polícia Federal. A medida ocorre no contexto das investigações sobre tentativa de golpe de Estado.
Em 14 de fevereiro, a defesa já havia pedido a substituição da restrição de viagens por medidas alternativas, como a exigência de autorização prévia para qualquer deslocamento internacional. Os advogados afirmam que não existe "risco de fuga".
Bolsonaro é conhecido por apoiar a guerra genocida de Israel na Faixa de Gaza. Nesse cenário, o governo israelense tem atacado Luiz Inácio Lula da Silva por suas declarações firmes contra o genocídio perpetrado pelo regime de Netanyahu.
