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Familiares das vítimas do ‘Massacre de Paraisópolis’ demandam ação legal

Quatro anos após o incidente, as famílias das vítimas clamam por justiça. Manifestações foram apoiadas por várias entidades sociais.

Mães, pais, irmãos e amigos dos jovens mortos no episódio, agora conhecido como Massacre de Paraisópolis, reuniram-se em uma manifestação na sexta-feira para marcar o quarto ano do trágico evento. Eles foram apoiados na marcha por membros de movimentos sociais como a Rede Emancipa e a União da Juventude Comunista (UJC) para destacar que a violência foi perpetrada pelo Estado. Atualmente, 13 policiais estão enfrentando julgamento pelo crime.

Os manifestantes se reuniram em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) por volta das 18h, desenrolando uma faixa preta em que se podia ler 'Massacre de Paraisópolis - Hora da Justiça'. O protesto foi pacífico, e os organizadores até negociaram com a polícia sobre como os manifestantes se movimentariam e a utilização de um carro de som.

Adriana Regina dos Santos, mãe do jovem Dennys Guilherme dos Santos, uma das vítimas, expressou à Agência Brasil sua frustração com a lentidão para a prestação de contas pela morte do filho. O primeiro julgamento aconteceu apenas no final de julho deste ano, e o próximo está agendado para o dia 18. Ela disse: 'Esperar quatro anos é desumano, é muito descaso, é um grande desrespeito.' Adriana também expressou seu descontentamento com a distinção na justiça devido ao status socioeconômico das vítimas. Segundo ela, se um dos nove fosse filho de uma família rica e influente, os outros também teriam chance de justiça.

Outra mãe, Ivanira Aparecida da Silva, expressou que descobriu que algumas pessoas realmente se importam com sua busca por justiça e isso a fortalece. Ela mencionou que é importante a união na luta, e mencionou o apoio da Defensoria Pública.

O grupo feminista 'Pão e Rosas' também esteve presente no ato, defendendo as mães das vítimas do trágico evento. Eles expressaram a necessidade de renomear as ruas com os nomes de vítimas como Marielle Franco, uma vereadora que foi assassinada no Rio de Janeiro em 2018, e os nove jovens mortos no evento de Paraisópolis.

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