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Ordem judicial para retirada de reportagens sobre delação contra presidente da Assembleia do Paraná

Justiça do Paraná determina a remoção de reportagens que mencionam a delação de um caso envolvendo o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSD), e o ex-deputado Plauto Miró. A ação visa preservar o sigilo das informações, que podem interferir nos procedimentos jurídicos.

A Justiça do Paraná concedeu uma liminar que exige a retirada de matérias abordando um acordo de delação premiada que, supostamente, envolve Ademar Traiano, atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, e o ex-legislador Plauto Miró. As reportagens foram divulgadas pelo portal G1, pela RPC (afiliada da TV Globo) e pelo site Plural.

Se a determinação não for cumprida, uma multa diária de 50 mil reais será aplicada, além da proibição de novos conteúdos sobre o caso. A liminar atende a uma solicitação do próprio Traiano.

A delação é referente à licitação da TV Icaraí, encarregada do planejamento e produção de conteúdo para a TV Assembleia. Em sua delação, Vicente Malucelli, co-responsável pela emissora, teria indicado discrepâncias no processo de licitação.

A decisão, conduzida pela juíza Giani Maria Moreschi durante o plantão judiciário do último sábado, é baseada na compreensão de que a exposição de informações sigilosas pode prejudicar o andamento do processo. “O acordo de colaboração premiada e os depoimentos do colaborador serão mantidos em sigilo, sendo vedado ao magistrado decidir por sua publicidade em qualquer hipótese”, declarou a juíza.

Moreschi argumentou que a limitação é temporária, apenas até o processo deixar de ser sigiloso, negando, assim, qualquer forma de censura ou violação da liberdade de imprensa. Ela pontuou ainda que a divulgação da informação aconteceu de forma ilícita e está passando, ou passará, por um processo de investigação para possíveis sanções.

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