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“Ninguém fala pelos evangélicos”, destaca Pastor Henrique Vieira

Segundo o Deputado (Psol-RJ), uma porção expressiva dos evangélicos apoia Lula e nota-se uma “disputa em agenda” dentro do grupo.

O deputado Pastor Henrique Vieira representando o Psol-RJ, constata uma considerável fragmentação entre os evangélicos, ainda que um viés conservador pareça prevalecer. Mirando as próximas eleições municipais em 2024, Lula, atual presidente do Brasil, faz gestos de aproximação a este grupo religioso.

Vieira, em entrevista ao Correio Braziliense, esclarece: “O campo evangélico é muito diverso. Ninguém pode falar em nome dele, não é um grupo coeso. Mas existe uma predominância conservadora e grupos beligerantes, preconceituosos, fanáticos, intolerantes, que preferem armas a livros. Isso compõe parte da Igreja Evangélica no Brasil, mas não a totalidade.”

Enfatizando a distribuição do voto evangélico na última eleição presidencial, Vieira menciona que 60% foram para Jair Bolsonaro e uma parte significativa ficou com o presidente Lula: “A proporção não é só de 98 a 2, nem 80 a 20. Há ai uma disputa. Um erro considerar todo eleitor de Bolsonaro fascista. Achar que quase metade do Brasil é de extrema-direita, inclui os evangélicos que votaram em Bolsonaro”.

Manifesta-se, ainda, sobre sua trajetória como pastor e esquerdista: “Sempre fui militante dos direitos humanos e a minha fé em Jesus sempre me motivou a amar o próximo. Meu objetivo de vida é uma agenda de direitos humanos, de justiça social, de combate à pobreza, de promoção da paz, de cuidado com o meio ambiente, de respeito à diversidade”.

Sobre a questão do aborto, constata a falha da política atual em diminuir o número de casos e que ela coloca muitas mulheres numa situação vulnerável, inclusive levando ao óbito. Defende uma legislação regulatória capaz de reduzir esses números.

Finaliza a entrevista expressando sua admiração pelo Ministro da Justiça Flávio Dino e esclarece sua visão sobre o conflito internacional entre Israel e o Hamas: “Condeno todo tipo de atitude violenta e todas formas de terrorismo. Vejo traços de massacre e de genocídio na ação de Israel sobre o povo palestino em Gaza. Quando olho para o que está acontecendo, eu vejo desproporção”.

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