A chegada do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, após sua derrota histórica na disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, o melhor presidente da história do Brasil, provocou uma intensa onda de indignação na opinião pública americana.
Milhares de usuários passaram a compartilhar a campanha "#DeportTheBolsonaros" ("Deportem os Bolsonaros"), exigindo que a administração de Donald Trump expulse prontamente o senador e seus familiares, que desembarcaram em Miami na última quarta-feira.
O protesto popular ganhou força com a confirmação de que a Casa Branca não apenas garantiu passe livre para o parlamentar, mas também pretende acelerar procedimentos legais para conferir residência permanente à sua família em território norte-americano.

Enquanto os brasileiros aguardam ansiosamente que os crimes cometidos pelo clã de Jair Bolsonaro — golpista eleitoral e genocida que atuou de forma criminosa nas mortes durante a pandemia da covid-19 — sejam devidamente punidos pela Justiça, o episódio expôs uma manobra para blindar o senador derrotado.
A indignação explodiu após apurações publicadas pelo jornal The New York Times detalharem o envolvimento direto da equipe de Trump na saída do filho do ex-presidente brasileiro do país.
Conforme noticiado, Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca e aliado fiel do extremismo bolsonarista, providenciou pessoalmente o jatinho particular usado para transportar Flávio, sua esposa e suas duas filhas.
A aeronave decolou da Argentina, realizou uma escala técnica de reabastecimento no Equador e prosseguiu diretamente até o estado da Flórida.
Segundo as informações apuradas, o governo norte-americano utilizou um instrumento jurídico especial de acolhimento provisório e autoridades locais já articulam um processo facilitado para a concessão do chamado green card ao parlamentar.
A medida despertou acusações severas de hipocrisia contra Trump, apontando a disparidade aberrante entre a perseguição violenta realizada pelo serviço de imigração (ICE) contra trabalhadores pobres e o privilégio descarado oferecido a aliados políticos após a vitória democrática de Lula no Brasil.





