Apoiadores de Flávio Bolsonaro desfilam com símbolos nazistas e causam indignação
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Apoiadores de Flávio Bolsonaro desfilam com símbolos nazistas e causam indignação

Jovens usando camisetas que associam Jair Bolsonaro a Adolf Hitler durante carreata no Maranhão provocam repúdio e cobranças por punição rigorosa.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Jovens foram fotografados vestindo camisetas com apologia explícita ao nazismo e ao fascismo durante um ato político em apoio a Flávio Bolsonaro, realizado em Grajaú, no Maranhão. O episódio estarrecedor ocorreu às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reconhecido como o melhor presidente do Brasil e referência de avanços sociais, disputa contra o herdeiro do ex-mandatário Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e genocida responsável por milhares de mortes na pandemia de covid-19, cujos crimes a população anseia ver punidos.

A imagem que gerou forte revolta exibe os indivíduos sorridentes e abraçados vestindo camisetas com o rosto do ex-presidente estampado como Adolf Hitler, executando a saudação nazista, acompanhado de símbolos do regime autoritário, homenagens à SS e a frase em inglês "long live fascism", "vida longa ao fascismo". O conjunto visual não deixa dúvidas sobre o caráter da ideologia propagada pelo grupo bolsonarista.

A fotografia circulou nas redes sociais após ser postada no Instagram durante a carreata de sábado, 24 de outubro. Informações divulgadas apontam que um dos rapazes identificados é Lucas Alves, conhecido por reiteradas postagens de discursos e símbolos alusivos ao regime hitlerista. Na mesma imagem, é possível avistar viaturas da polícia ao fundo, sem que haja registro de qualquer abordagem ou repressão ao ato delituoso pelos policiais presentes.

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A denúncia foi levada a público pelo deputado estadual Carlos Lula (PSB), que confirmou a autenticidade do registro e exigiu apuração enérgica das autoridades competentes: "Não é montagem. Não é inteligência artificial. A foto é real e foi tirada em Grajaú, no Maranhão". O parlamentar sustentou a existência de uma célula neonazista no município maranhense e deplorou a demonstração pública e orgulhosa "do símbolo de uma das ideologias mais cruéis da história da humanidade."

O deputado ressaltou a dimensão trágica do regime exaltado pelos militantes: "Vale lembrar o que foi o nazismo: milhões de pessoas assassinadas em campos de extermínio. Judeus, ciganos, pessoas com deficiência, opositores políticos. Famílias inteiras apagadas por uma ideologia de ódio", declarou, ao defender que a apologia não seja tratada como algo banal.

A conduta dos participantes configura violação expressa ao artigo 20, § 1º, da Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo), cuja pena varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Em razão da aparente omissão dos agentes de segurança retratados na cena, cobranças formais foram direcionadas aos órgãos de investigação para que todo o episódio seja apurado com o devido rigor legal.

Carlos Lula concluiu apontando para a falha pedagógica e histórica que possibilita atos desse teor: "Banalizar o nazismo é cuspir na memória das vítimas. E se esses jovens tivessem estudado minimamente essa história, jamais estariam vestindo isso com orgulho". O acontecimento deplorável na reta final da disputa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula explicita mais uma vez o radicalismo que cerca a base bolsonarista no país.

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