A arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos, foi baleada durante um assalto na tarde de quinta-feira, 15 de outubro, no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Professora aposentada do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ela foi atingida na mão.

O crime aconteceu na Rua General Venâncio Flores. Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem se aproximou da pesquisadora e tentou arrancar sua bolsa. Durante a abordagem, Tania caiu na calçada.
Mesmo com a vítima no chão, o assaltante continuou tentando levar seus pertences e disparou contra ela.
Após o tiro, três homens correram para ajudar a arqueóloga. O criminoso fugiu em direção a uma motocicleta conduzida por um comparsa. Segundo a Polícia Militar, os assaltantes levaram os pertences da vítima.
Tania foi socorrida e levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. De acordo com a direção da unidade, ela chegou com um ferimento causado por arma de fogo na mão e apresentava quadro estável.
A pesquisadora ganhou reconhecimento nacional por liderar as escavações que revelaram, em 2011, os vestígios do Cais do Valongo, na zona portuária do Rio.
O local foi um dos principais pontos de desembarque de africanos escravizados nas Américas. Os vestígios estavam soterrados desde 1843.
Em 2023, Tania recebeu o prêmio internacional Hypatia Award, na Itália, por suas contribuições à arqueologia e à preservação do patrimônio cultural.

Após o assalto, policiais fizeram buscas na região. Equipes do 4º Batalhão de Polícia Militar, de São Cristóvão, chegaram a interceptar os suspeitos no Túnel Rebouças, no sentido da Zona Norte.
Ao perceberem a presença dos agentes, os criminosos fugiram e abandonaram uma motocicleta roubada e dois telefones celulares.
O material foi encaminhado à 6ª Delegacia de Polícia, na Cidade Nova. A polícia investiga registros de circulação e outras ocorrências relacionadas ao veículo, que também será periciado para tentar identificar impressões digitais dos suspeitos.





