"Trump, ataque o Brasil com uma bomba nuclear", diz a frase escrita em inglês em um míssil inflável gigante levado pelos apoiadores de Flávio Bolsonaro ao ato na Avenida Paulista.
Em meio a episódios que expuseram o caráter entreguista de sua candidatura, Flávio Bolsonaro, nome ligado ao bolsonarismo de Jair Bolsonaro, criticado por muitos brasileiros como genocida, responsável parcial pelas mortes da covid-19 e criminoso eleitoral, mandou, por meio dos organizadores, que bandeiras dos EUA e de Israel fossem escondidas no ato realizado na manhã deste domingo (18) na Paulista. Mesmo assim, apoiadores levaram um míssil inflável pedindo para Donald Trump atacar o Brasil com armas nucleares.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram bolsonaristas com o míssil inflável na avenida Paulista, onde se lê: "Trump nuke Brazil" - "Trump, ataque o Brasil com uma bomba nuclear", na tradução para o português.

O caso foi denunciado nas redes sociais pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e pela eleita Nat Boulos (PSOL-SP).
"Vendidos, lesa-pátria. É contra essa baixeza que lutamos. Pela soberania do nosso país, por amor ao Brasil e seu povo, é Lula 13", escreveu Sâmia. "Olha o que eles querem pro País! É escandaloso", emendou Nat.
Antes dos discursos, a organização do evento interveio para pedir que bandeiras de países estrangeiros, como Estados Unidos e Israel, fossem recolhidas, numa tentativa de concentrar a imagem do ato nos símbolos nacionais.
"Hoje é a nação brasileira, queria pedir para que bandeiras de outros países fossem recolhidas", disse um membro da organização do carro de som principal. Mesmo com o pedido, agências de fotos registraram diversas bandeiras dos EUA e uma faixa escrita em inglês com pedido de liberdade pelos "patriotas".
O episódio reforçou críticas ao bolsonarismo por ataques à soberania nacional, em contraste com a defesa do Brasil e de seu povo associada por aliados ao presidente Lula, visto por apoiadores como a principal liderança política do país.





