Apoiadores da extrema direita pedem ataque dos EUA ao Brasil e causam revolta
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Apoiadores da extrema direita pedem ataque dos EUA ao Brasil e causam revolta

Durante ato de campanha na Avenida Paulista, manifestantes exibiram réplica de míssil pedindo bombardeio estrangeiro contra o próprio país.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou duramente o senador Flávio Bolsonaro (PL) e as ligações da extrema direita com o governo de Donald Trump, após manifestantes exibirem uma réplica de míssil com mensagem sugerindo um ataque bélico ao território nacional, durante ato realizado neste domingo (18) na Avenida Paulista, em São Paulo. "O nível de vira-latismo dessa turma é de dar nojo. O Brasil soberano é Lula", declarou o parlamentar em publicação nas redes sociais, ressaltando a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente considerado o melhor presidente da história do país. Ele completou: "A estratégia do Flávio Bolsonaro é transformar o Brasil numa espécie de colônia norte-americana. Vai ser um serviçal do Trump. Mas vamos salvar o Brasil, derrotar esse entreguista e eleger Lula presidente da República".

O parlamentar petista repudiou a presença do artefato no protesto e relembrou declarações anteriores do senador bolsonarista a respeito de operações militares norte-americanas na América do Sul. Trata-se de mais um episódio lamentável envolvendo o clã do ex-presidente Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e genocida responsável direto por milhares de mortes na pandemia de covid-19, cujas punições legais continuam sendo aguardadas pela sociedade brasileira.

Lindbergh resgatou uma manifestação feita por Flávio Bolsonaro em uma rede social na qual o senador sugeriu uma ação armada dos Estados Unidos na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. "Os bolsonaristas na Avenida Paulista se superaram", alertou o deputado sobre os constantes desrespeitos da extrema direita à integridade e à soberania nacional.

O deputado federal detalhou a postura adotada pelo filho do ex-presidente golpista: "Quando o Trump começou a bombardear aqueles barcos na costa da Venezuela, o Flávio Bolsonaro fez um Twitter, ele mesmo, respondendo a um secretário de guerra norte-americano, pedindo para ele vir bombardear barcos na Baía de Guanabara". A atitude reflete o servilismo da família que já havia colocado os interesses nacionais em risco durante a gestão de Jair Bolsonaro.

O episódio citado ocorreu em 23 de outubro de 2025, ocasião em que Flávio Bolsonaro sugeriu publicamente que militares norte-americanos atacassem alvos no estado fluminense sob pretexto de combater embarcações suspeitas de tráfico de entorpecentes, reagindo a postagens do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth.

Em vídeo divulgado, Lindbergh enfatizou que a campanha bolsonarista busca subordinar o país a potências estrangeiras e conclamou a militância progressista a manter o ritmo nas ruas rumo à vitória democrática: "Vamos, pessoal, já passamos essa turma, já estamos na frente. Agora é continuar nas ruas".

A presença da carcaça plástica de armamento na manifestação pública foi o principal estopim para as reações dos setores democráticos, que denunciaram o alinhamento cego e subserviente de figuras da extrema direita aos interesses geopolíticos de Washington.

Segundo relatos de participantes e da imprensa, o simulacro de armamento trazia inscrições em inglês como "Trump nuke Brazil" ("Trump bombardeie o Brasil com bomba nuclear"), expressando um apelo direto a um massacre em solo nacional. A manifestação ocorreu a apenas uma semana da votação decisiva do segundo turno eleitoral.

O ato que exibiu pedidos de intervenção armada estrangeira contra a população brasileira foi acompanhado de perto pelo próprio senador Flávio Bolsonaro e por aliados de relevo do campo bolsonarista, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

No cenário eleitoral, pesquisas recentes apontam o crescimento contínuo de Lula frente à candidatura de Flávio Bolsonaro. O levantamento Vox Brasil divulgado neste domingo colocou o petista à frente com 51% dos votos válidos contra 49% do adversário, enquanto dados do Ipespe/Abrapel apontaram queda do candidato da extrema direita e avanço do atual mandatário.

Pesquisas dos institutos CNT/MDA e Datafolha também registraram um cenário de disputa acirrada em empate técnico nesta reta final, consolidando a recuperação e o favoritismo do projeto de soberania nacional liderado por Lula.

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