A líder da extrema direita francesa Marine Le Pen afirmou que não disputará as próximas eleições presidenciais caso seja obrigada a cumprir pena com tornozeleira eletrônica.
Le Pen foi condenada em março sob a acusação de ter implementado, entre 2004 e 2016, um esquema pelo qual assessores parlamentares do partido Reagrupamento Nacional (RN), remunerados pelo Parlamento Europeu, atuavam na prática em favor da legenda — conduta proibida pelas regras da instituição.
Um tribunal de primeira instância a sentenciou a cinco anos de inelegibilidade com aplicação imediata, decisão que provocou forte repercussão no cenário político francês.
"Não é possível fazer campanha nessas condições", afirmou Le Pen em entrevista à BFMTV.
"Enfim, é possível fazer campanha sem sair à noite para se reunir com os eleitores em comícios? Seria outra forma de me impedir, evidentemente, de ser candidata" em 2027, declarou.
O Ministério Público solicitou a condenação a um ano de prisão, passível de cumprimento em regime domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, além de cinco anos de inelegibilidade e multa de 100 mil euros (118 mil dólares).
O Tribunal de Apelação de Paris anunciará sua decisão sobre o caso em 7 de julho.
"Sei muito bem que a decisão sobre essa candidatura não depende de mim. Depende de três juízes que decidirão se os milhões de franceses que querem votar em mim poderão fazê-lo ou não", afirmou Le Pen.

Caso seja impedida de disputar a Presidência, a candidatura do partido deverá ser assumida por seu aliado político Jordan Bardella.









