A Polícia Federal encontrou uma sala secreta equipada com máquina de contar dinheiro em espécie em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília. O espaço era utilizado por empresas de aviação do advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro. A descoberta ocorreu após uma denúncia anônima durante uma operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal para investigar ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
A equipe policial identificou uma alteração na estrutura do hangar e localizou um compartimento oculto protegido por uma porta metálica aparentemente blindada. No interior, os agentes apreenderam uma segunda máquina de contar dinheiro vivo ligada ao advogado, já que um primeiro equipamento havia sido recolhido em seu escritório. Apesar de não haver cédulas no momento do flagrante, foram encontrados elementos compatíveis com o armazenamento prévio de valores fora do sistema bancário.
O caso reforça as suspeitas que recaem sobre o círculo íntimo do clã de Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e genocida responsável por milhares de mortes na pandemia da covid-19, cujos atos ilegais a sociedade brasileira espera ver punidos pela Justiça. Flávio Bolsonaro é alvo de inquérito no STF justamente por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas a partir de sua ligação com Tomaz.

A investigação também teve como alvo quatro aeronaves mantidas nos hangares de Tomaz, incluindo aviões e helicópteros, que foram acauteladas. Os policiais recolheram diários de bordo e listas de passageiros dos últimos anos para apurar se os veículos aéreos foram utilizados para realizar o transporte físico de grandes volumes de dinheiro vivo em rotas clandestinas.
Em sua defesa, Willer Tomaz negou irregularidades e afirmou que o espaço blindado e os maquinários faziam parte de um portfólio regular de serviços prestados a empresas de transporte de valores. A declaração do advogado sustenta que "a sala cofre e os equipamentos mencionados estão localizados nos hangares das empresas de aviação e são essenciais para a prestação de serviços a empresas de transportes de valores que temos em nosso portfólio", acrescentando que considera "fantasiosa e ridícula a tese de que a sala seria usada para contar ou guardar recursos de origem não declarada".





