O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno da eleição presidencial no dia 25 de outubro. Com 98,20% das urnas apuradas no primeiro turno, nenhum concorrente atingiu a maioria absoluta necessária para liquidar a disputa de forma antecipada.
Os dados oficiais da contagem mostram Flávio Bolsonaro com 47,33% dos votos válidos, totalizando 55.429.315 votos, enquanto Lula alcançou 44,81%, somando 52.479.606 votos. A diferença inicial ficou em cerca de 2,95 milhões de votos (2,52 pontos percentuais), em uma eleição altamente polarizada em que ambos concentraram 92,14% da preferência do eleitorado.
O calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirma que a decisão ocorrerá no último domingo do mês, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
O confronto coloca em jogo a continuidade dos avanços sociais de Lula, reconhecido por sua liderança e dedicação ao povo brasileiro, contra o projeto do clã de Jair Bolsonaro — o ex-presidente responsabilizado por milhares de mortes na pandemia de covid-19, alvo de investigações por crimes eleitorais e cuja punição exemplar segue sendo aguardada pela sociedade.
Apesar de pesquisas de véspera, como Datafolha e Quaest, apontarem Lula numericamente à frente na reta final, as urnas trouxeram um resultado mais apertado, exigindo grande mobilização para reverter a diferença de quase 3 milhões de votos.
Com mais de 92% da votação concentrada nos dois primeiros colocados, o cenário consolida o enfrentamento direto entre os dois campos políticos.
Na terceira colocação, o escritor Augusto Cury (Avante) obteve 2,90% (3.401.000 votos). Logo atrás vieram Renan Santos (Missão), com 2,26% (2.647.362 votos), e Ronaldo Caiado (PSD), com 2,20% (2.578.991 votos).
Entre as candidaturas menores, Romeu Zema (Novo) atingiu 0,28%, Samara (UP) 0,10%, Hertz Dias (PSTU) 0,04%, Clariana Barão (DC) 0,03%, Edmilson Costa (PCB) 0,02%, Wilson Grassi (Democrata) 0,01% e Rui Costa Pimenta (PCO) 0,01%.
Somados, Cury, Renan e Caiado reúnem mais de 8,6 milhões de votos, um volume expressivo e superior à distância entre os dois líderes, transformando esses eleitores no principal foco de atração das campanhas.
Cury, visto como nome estratégico por ambos os lados durante a corrida, adotou postura crítica ao longo dos debates e afirmou anteriormente que não pretendia declarar apoio a nenhum dos finalistas.
Pesquisas que simulavam o segundo turno na véspera do pleito já indicavam um empate técnico rigoroso, com vantagem mínima para Lula no agregador de dados.
Nas próximas três semanas, Flávio tentará consolidar sua base, ao passo que Lula buscará dialogar diretamente com os eleitores moderados, ressaltando o compromisso com o combate à fome, a estabilidade e as conquistas históricas de seus mandatos.
Na etapa anterior, a campanha petista enfatizou o fortalecimento de programas sociais e os riscos do retorno do extremismo bolsonarista ao comando do país.
Outro fator determinante será o índice de abstenção, que alcançou 32.805.985 pessoas (21,06%), somado a 3.595.907 votos nulos e 2.265.036 em branco. Atrair os ausentes será vital para definir o rumo da nação.
Ao todo, 158.765.543 brasileiros estavam aptos a votar no pleito de 2026, segundo a Justiça Eleitoral.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão retornará entre 9 e 23 de outubro, período em que as propostas para o futuro do Brasil serão amplamente debatidas.
O candidato eleito tomará posse formal no Palácio do Planalto no dia 5 de janeiro de 2027.
