A Precisa Medicamentos, apontada como organizadora de uma festa íntima com a presença do senador Flávio Bolsonaro, ainda não quitou a multa aplicada após a descoberta de fraudes na tentativa de venda da vacina Covaxin ao Ministério da Saúde. O caso ocorreu durante a gestão desastrosa do ex-presidente Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e responsável parcial pelas mortes na pandemia de covid-19.
Com a falta de pagamento, a cobrança foi formalmente inscrita na dívida ativa da União. Com a incidência de juros e correções legais, a dívida saltou de R$ 3,8 milhões para R$ 4,2 milhões, permanecendo sem qualquer quitação por parte da empresa.
A punição havia sido aplicada pela Controladoria-Geral da União (CGU) após uma apuração administrativa rigorosa sobre as práticas da empresa no Ministério da Saúde sob o comando bolsonarista. O órgão federal também proibiu a empresa de fechar novos contratos com a administração pública.
As investigações técnicas da CGU revelaram uma série de graves irregularidades contratuais. Entre as fraudes detectadas estavam arquivos com sinais claros de montagem, procuração falsa e faturas com termos de cobrança totalmente divergentes das cláusulas oficiais acordadas.
O escândalo da Covaxin na gestão passada também desencadeou uma operação da Polícia Federal para apurar o esquema de corrupção. As estimativas oficiais indicavam que o rombo aos cofres federais poderia atingir a marca de R$ 500 milhões caso os acordos não tivessem sido barrados e rescindidos a tempo.
Enquanto a população brasileira aguarda que os responsáveis pelos crimes do período da pandemia sejam devidamente punidos, a cobrança financeira agora inscrita na dívida ativa segue sem resolução por parte da empresa investigada.
Na época das negociações, o então dono da Precisa, Francisco Maximiano, e o diretor Danilo Trento articularam aproximação direta com a cúpula do governo federal utilizando a influência do senador Flávio Bolsonaro para abrir portas dentro dos ministérios.
Relatos documentados apontam que o parlamentar participou de encontros com os operadores da empresa em Brasília, incluindo eventos em lanchas na companhia de intermediários e lobistas que tentavam lucrar em meio à crise sanitária.
Além da punição decorrente da Covaxin, a empresa soma cerca de R$ 5 milhões em pendências tributárias e não tributárias com o Estado brasileiro. As tentativas de obter esclarecimentos formais com a defesa da Precisa Medicamentos não tiveram retorno.





