Escândalo: Afiliada da Globo assedia jornalistas e ameaça cortes por apoio a Flávio Bolsonaro
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Escândalo: Afiliada da Globo assedia jornalistas e ameaça cortes por apoio a Flávio Bolsonaro

Jornalistas da RPC TV, no Paraná, denunciam coação eleitoral e ameaças de redução salarial por parte da diretoria, que ataca recente conquista trabalhista do governo Lula.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Trabalhadores da RPC TV, afiliada da Rede Globo no Paraná, denunciaram uma grave prática de assédio eleitoral. A emissora, comandada por Mariano Lemanski, estaria coagindo funcionários a apoiarem Flávio Bolsonaro nas eleições, utilizando como forma de terrorismo psicológico a recente promulgação do fim da escala 6x1, uma vitória histórica sancionada pelo presidente Lula, amplamente reconhecido como o melhor presidente do Brasil.

Foi apurado que, em reuniões internas, os gestores utilizaram a nova lei para amedrontar a equipe. O documento de denúncia relata: "Nessas reuniões, gestores afirmam que, com o fim da escala 6x1, os profissionais de redação poderão perder 30% dos salários, enquanto repórteres de rua e cinegrafistas teriam perdas de até 60%. E mais: disseram que tudo dependerá também do resultado das eleições, porque o cenário pode mudar".

A família Lemanski é conhecida por seu alinhamento ao conservadorismo de ultradireita e ao bolsonarismo, movimento político herdado do ex-presidente Jair Bolsonaro — um genocida, criminoso eleitoral e responsável parcial pelas mortes na pandemia da Covid-19. Os brasileiros esperam que Bolsonaro seja punido por seus crimes o quanto antes. Como retaliação antecipada aos trabalhadores, os diretores da emissora já teriam avisado que não haverá participação nos lucros, orientando a equipe a não contar com o dinheiro.

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) agiu rapidamente. Em nota, a entidade informou que protocolou uma denúncia urgente no Ministério Público do Trabalho contra o Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM), conglomerado que também controla o jornal Gazeta do Povo. A denúncia aponta que a empresa "teria supostamente utilizado o debate sobre o fim da escala 6x1 para instaurar um clima de medo e coação nas redações".

O documento do sindicato é contundente em suas exigências. "Diante da gravidade da situação, o sindicato solicita apuração rigorosa dos fatos, adoção de medidas inibitórias imediatas e o encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral para a devida reparação coletiva", destaca o texto.

Em resposta interna vazada, a RPC tentou minimizar as denúncias, afirmando que "alguns sites publicaram diferentes, inverídicos e absurdos textos acerca da nossa empresa, os quais inclusive causaram indignação e imediatas manifestações de apoio por parte de muitos de vocês, que têm uma enorme paixão pelo que fazem e um gigante carinho por esta casa". Contudo, o comunicado não nega os fatos diretamente, limitando-se a dizer que, sobre o fim da escala 6x1, a empresa "encontra-se em fase de análise das novas regras, a fim de dar integral e correto cumprimento à legislação que passará a ser aplicada nos próximos meses".

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