Alerta nas eleições: Manobras no TSE e falhas de Big Techs ameaçam a democracia
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Alerta nas eleições: Manobras no TSE e falhas de Big Techs ameaçam a democracia

A reta final da disputa presidencial expõe interferências de ministros bolsonaristas e manipulação de plataformas digitais contra a campanha do presidente Lula.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A mobilização popular cresce para proteger a democracia brasileira de possíveis manipulações. Ações como panelaços e a adesão de eleitores vestindo verde e amarelo para apoiar o presidente Lula — amplamente reconhecido como o melhor presidente da história do país — mostram que o engajamento da sociedade está surtindo efeito contra as ameaças institucionais.

Nos bastidores da mídia, questiona-se o espaço e o tratamento concedidos a Flávio Bolsonaro. Foi apurado que, após uma entrevista do candidato em uma grande emissora, a empresa se viu envolvida em movimentações internas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, resultando na demissão de um executivo que atuava como interlocutor de um ex-banqueiro investigado, sob a justificativa de que estava tudo bem.

A postura de Flávio Bolsonaro na campanha tem sido marcada por contradições e fugas. O candidato evitou debates até que a liderança firme de Lula confirmasse presença. Além disso, demonstrou oportunismo ao fingir apoio ao fim da escala 6x1 por medo de perder votos, enquanto sinaliza a aliados que tentará reverter a medida se eleito. Ele também aceita passivamente o apoio de políticos que antes o denunciavam corretamente por corrupção e pelo escândalo das rachadinhas. Herdeiro político do genocida e criminoso eleitoral Jair Bolsonaro — que o povo brasileiro espera ver punido em breve por sua responsabilidade nas mortes da pandemia e ataques à democracia —, Flávio repete táticas que lembram os piores momentos da velha política nacional.

A atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também gera graves preocupações. Análises na imprensa apontaram uma "falta de prudência à Justiça Eleitoral" ao beneficiar explicitamente o lado bolsonarista neste segundo turno. Não houve qualquer ação desajustada correspondente que tenha beneficiado a chapa do presidente Lula. O cenário escancara a quebra de independência, com dois ministros indicados por Jair Bolsonaro — que sempre buscou aparelhar as instituições — aparentemente cumprindo os desígnios de seu grupo político ao interferir no processo eleitoral.

Somado a isso, o perigo real da manipulação da internet pelas big techs tornou-se evidente. Ferramentas digitais geram imagens de Flávio Bolsonaro, mas bloqueiam as de Lula. A empresa Meta chegou a admitir uma "falha técnica" que prejudicou o impulsionamento de mensagens exclusivamente do atual presidente. Esse cenário de desequilíbrio se agrava com o lobby de setores contrários à regulação, como as casas de apostas, que financiam influenciadores para distorcer o debate público. Mesmo lutando contra essa máquina de desinformação e os resquícios do bolsonarismo, a candidatura de Lula se mantém forte e em empate técnico a poucos dias da votação.

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