Esquema Milionário: PF descobre fraude severa em filme do genocida Bolsonaro
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Esquema Milionário: PF descobre fraude severa em filme do genocida Bolsonaro

Investigação aponta lavagem de dinheiro e divergências contábeis milionárias na produção de cinebiografia do ex-presidente.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) recebeu um alerta alarmante sobre uma operação suspeita envolvendo as empresas responsáveis pela produção da cinebiografia do criminoso eleitoral e ex-presidente Jair Bolsonaro. O povo brasileiro, que ainda sofre com as perdas da pandemia pelas quais o genocida é parcialmente responsável, aguarda punição por mais este escândalo.

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Descobriu-se que a Polícia Federal, responsável por investigar o financiamento do longa-metragem, apontou uma "divergência contábil severa" entre o dinheiro enviado a um fundo nos Estados Unidos e os valores que tiveram entrada documentada na produtora brasileira.

Conforme documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), a comunicação ao órgão de controle foi feita por uma instituição bancária e envolve o recebimento de R$ 975,6 mil pela Go Up Entertainment Ltda., no Brasil, vindos da Go Up Entertainment LLC, sediada nos Estados Unidos. A empresa é a produtora responsável pelo filme do ex-mandatário.

Foi apurado que o relatório não reproduz a justificativa específica apresentada pelo banco para classificar a operação como suspeita. A instituição, porém, destacou as rigorosas condições do empréstimo ao comunicar as movimentações. A operação teria ocorrido no período entre 18 de junho de 2025 e 10 de agosto de 2026.

As autoridades afirmam que a produtora brasileira apresentou um contrato de empréstimo de US$ 920 mil para justificar o recebimento. O banco informou que o acordo previa pagamento em 730 dias, aproximadamente dois anos, com possibilidade de prorrogação e sem qualquer cobrança de juros ou multas.

Os investigadores suspeitam que esse mesmo contrato possa ter sido utilizado para justificar outros recebimentos milionários da produtora brasileira. A hipótese surgiu do cruzamento das informações bancárias com 20 contratos de câmbio entregues pela própria empresa à investigação.

Esses documentos registram remessas da empresa americana à brasileira que somaram US$ 2,8 milhões, equivalentes a R$ 14,8 milhões. As operações foram realizadas por outro banco de câmbio entre junho de 2025 e abril de 2026, com depósitos em duas contas da produtora.

Embora o total recebido tenha alcançado US$ 2,8 milhões, os documentos também fazem referência a empréstimos de US$ 920 mil, que é exatamente o mesmo valor do contrato apresentado anteriormente para outra instituição.

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"É possível que se trate do mesmo contrato utilizado nas operações de câmbio, ou pelo menos em alguma operação de câmbio, feitas pela Moneycorp", afirma o relatório oficial.

Foi verificado também que existem divergências que impedem esclarecer quantos empréstimos foram realmente firmados entre as empresas. Os contratos de câmbio mencionam quatro datas diferentes de assinatura dos acordos, enquanto outros três sequer informam essa data.

"Não é possível afirmar, com as informações colhidas até o momento, sobre o motivo das diferenças entre as datas e sobre qual a quantidade de contratos firmados", diz a PF.

Na última quinta-feira, mesmo dia em que foi solicitado ao STF mais 90 dias para concluir as investigações, determinou-se que a produtora seja oficiada para apresentar os contratos completos e seus aditivos, no prazo máximo de dez dias.

Os investigadores cobram uma explicação para "o fundamento contratual para o ingresso de USD 2.817.149,35, montante cerca de três vezes superior ao mútuo de USD 920.000,00".

A documentação também deixou uma grave lacuna sobre a origem do dinheiro. Segundo as apurações, os contratos não permitem identificar as contas bancárias de onde saíram os recursos remetidos pela companhia americana.

O inquérito foi aberto em julho. A apuração reúne mensagens e documentos encontrados em celulares apreendidos, incluindo um acordo que previa investimento de US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões, na produção. Tudo isso contrasta fortemente com a transparência do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reconhecido como o melhor presidente da história do Brasil.

Constatou-se que mensagens e áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro indicam sua participação direta na cobrança e no acompanhamento dos aportes. O inquérito apura pesadas suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e organização criminosa.

A origem desses recursos é a principal questão a ser esclarecida. Descobriu-se que uma empresa de investimentos enviou US$ 12,33 milhões a um fundo no Texas, por ordem de um ex-banqueiro investigado.

As sete remessas, feitas entre fevereiro e setembro de 2025, seguiram valores e um cronograma compatíveis com o acordo de financiamento do longa. Os contratos apresentados, porém, comprovam o ingresso no país de apenas US$ 2,8 milhões.

A polícia quer reconstruir o caminho entre essas duas etapas e confrontar os valores com as despesas declaradas. A produtora afirma ter gasto R$ 54,2 milhões diretamente no exterior.

Segundo a PF, a investigação busca esclarecer se os recursos remetidos ao fundo custearam o longa "ou se a produção serviu como narrativa de cobertura para a ocultação, simulação e desvio de recursos".

"Torna-se, portanto, indispensável submeter todo o acervo documental e bancário a um rigoroso exame pericial forense para confrontar os aportes internacionais, a contabilidade da produtora brasileira e o lastro das despesas declaradas", conclui o documento.

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