EUA condenam à prisão perpétua autor de atentado contra Trump
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📅 04/02/2026

EUA condenam à prisão perpétua autor de atentado contra Trump

Ryan Routh, 59, foi sentenciado à prisão perpétua por tentar assassinar Donald Trump em um campo de golfe na Flórida em 2024. A juíza Aileen Cannon acrescentou mais sete anos por crime relacionado a armas.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A Justiça dos Estados Unidos condenou nesta quarta-feira à prisão perpétua Ryan Routh, acusado de tentar assassinar Donald Trump em seu campo de golfe na Flórida em 2024, dois meses antes das eleições presidenciais vencidas pelo republicano. A decisão foi anunciada pela juíza Aileen Cannon, em Fort Pierce.

Em setembro, logo após o júri considerá-lo culpado de todas as acusações, Routh tentou se ferir com uma faca no tribunal, causando tumulto.

O Ministério Público havia solicitado prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, alegando que Routh não demonstrou arrependimento nem pediu desculpas pelo crime. A defesa, por sua vez, chegou a pedir uma pena de 27 anos de prisão.

Além da prisão perpétua, Routh recebeu uma pena adicional de sete anos por uma das condenações relacionadas ao porte de arma, a ser cumprida de forma consecutiva.

A sentença estava inicialmente marcada para dezembro, mas foi adiada após a juíza aceitar o pedido do réu para ser representado por um advogado na fase final do processo. Durante a maior parte do julgamento, Routh optou por fazer sua própria defesa.

Em memorando apresentado à Justiça, promotores afirmaram que Routh não demonstrou arrependimento nem assumiu responsabilidade por seus atos e, por isso, deveria passar o resto da vida na prisão, conforme as diretrizes federais de condenação.

Routh foi considerado culpado por tentar assassinar um importante candidato à Presidência, usar arma de fogo para a prática de crime, agredir um agente federal, portar arma sendo condenado por crime grave e utilizar uma arma com número de série adulterado. Segundo a Promotoria, o réu "nunca pediu desculpas pelas vidas que colocou em risco" e apresenta "desprezo quase total pela lei".

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Com novo advogado, Martin L. Roth, a defesa pediu uma condenação de 20 anos de prisão, além da pena obrigatória de sete anos por infração relacionada a armas, argumentando que o réu está prestes a completar 60 anos e não deveria morrer na prisão.

De acordo com os autos, Routh passou semanas planejando o ataque antes de apontar um rifle em direção a Donald Trump, que jogava golfe em 15 de setembro de 2024 em seu clube em West Palm Beach, na Flórida.

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Um agente do Serviço Secreto responsável pela segurança de Trump afirmou em juízo que avistou o suspeito antes de o ex-presidente entrar em seu campo de visão e reagiu ao ver a arma apontada, levando Routh a abandonar o rifle e fugir sem disparar.

Em um pedido posterior para ser representado por um advogado, Routh sugeriu uma troca de prisioneiros e afirmou que Trump poderia "descontar suas frustrações" nele. Ao analisar o pedido, a juíza Aileen Cannon criticou o tom do documento, classificando-o como uma "encenação desrespeitosa", mas decidiu autorizar a assistência jurídica em nome do devido processo legal.

Indicada por Trump em 2020, Aileen Cannon havia autorizado que Routh se defendesse sozinho durante o julgamento, direito assegurado pela Suprema Corte dos Estados Unidos a réus considerados aptos a abrir mão de um advogado. Defensores públicos federais acompanharam o processo como assessores.

O réu possui um histórico de condenações criminais anteriores e deixou registros públicos de hostilidade ao ex-presidente. Em um livro publicado de forma independente, chegou a incitar o Irã a assassiná-lo e escreveu que, como eleitor de Trump, deveria assumir parte da responsabilidade por sua eleição.

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Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 19:52

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