Milton Leite Filho, do União Brasil, foi eleito deputado federal por São Paulo no domingo, 4 de outubro de 2026, com 71.631 votos. Seu irmão, Alexandre Leite, recebeu 72.515 votos na disputa para deputado estadual, mas não conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa paulista.
Os dois são filhos do ex-vereador Milton Leite, dirigente do União Brasil em São Paulo. Ele foi preso após uma operação da Polícia Civil realizada em setembro para investigar a possível infiltração do Primeiro Comando da Capital, o PCC, no setor de transporte coletivo da capital paulista.

Milton Leite passou 27 anos na Câmara Municipal de São Paulo e presidiu a Casa quatro vezes. Durante a operação, chegou a ser considerado foragido pelas autoridades, mas negou que estivesse fugindo. Ele se apresentou à polícia em 18 de setembro.

Depois da operação, o ex-vereador negou qualquer relação com o PCC e afirmou desconhecer integrantes da facção criminosa. Ele também rejeitou a existência de irregularidades em sua relação com empresas de ônibus.
A decisão judicial que autorizou a operação aponta que Milton Leite teria participação nas atividades de empresas de transporte investigadas. O nome dele aparece em diálogos e em outros elementos reunidos pelos investigadores.
O documento também menciona depoimentos de policiais militares que o apontaram como "dono de fato" da Transwolff, empresa investigada na Operação Fim da Linha, em 2024. A companhia nega que o ex-vereador tenha participação societária ou atue em sua gestão. Milton Leite também nega ser proprietário da empresa.
Em 23 de setembro, o Superior Tribunal de Justiça negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Milton Leite permanece preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
