Frente evangélica alerta para retrocesso com Flávio
Notícias

Frente evangélica alerta para retrocesso com Flávio

Grupo evangélico acusa Flávio Bolsonaro de usar a religião em benefício eleitoral e declara apoio à continuidade do governo Lula.

Carregando anúncio...
Compartilhar:
Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito (FEDD) avalia que uma possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL) representaria um retrocesso social para o Brasil. O grupo acusa o candidato de manipular a religião para obter ganhos políticos e declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Imagem da notícia
📸 8

A posição contraria a preferência demonstrada por parte das igrejas e do eleitorado evangélico pela candidatura do filho de Jair Bolsonaro.

"Flávio Bolsonaro manipula a religião a favor de sua candidatura de forma escancarada, por isso decidimos tomar uma posição e apoiar a manutenção do atual governo, liderado por Lula", afirma o pastor Ariovaldo Ramos, um dos coordenadores do grupo de evangélicos. "A possível vitória de Flávio é um retrocesso civilizatório".

A manifestação ocorreu depois de Flávio defender o uso da influência conquistada pela direita no Congresso para mudar a Constituição Federal e, segundo ele, "redemocratizar" o país. O Brasil vive em um regime democrático desde o fim da ditadura militar, em 1985.

A declaração foi feita em Goiânia, durante um ato no qual Flávio recebeu o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência no primeiro turno, e do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB).

Inicialmente, Flávio não explicou quais mudanças constitucionais pretendia promover. Após a repercussão, afirmou que as propostas envolveriam a maioridade penal e o fim da reeleição.

A possibilidade de alterar a Constituição provocou preocupação entre apoiadores de Lula, incluindo a frente evangélica progressista.

Criada em 2016, durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, a FEDD busca se diferenciar dos valores e das políticas defendidos pela Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional.

Entre as pautas do movimento estão a defesa da democracia e dos direitos humanos, a justiça social, a proteção das minorias, o fortalecimento das políticas públicas e a separação entre religião e política.

No segundo turno, a frente pretende dialogar com evangélicos que fazem parte do grupo de mais de 33 milhões de brasileiros que não votaram na primeira etapa da eleição.

A votação decisiva está marcada para 25 de outubro. Flávio terminou o primeiro turno na frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.

A diferença entre os dois candidatos foi de 2.224.965 votos. A abstenção superou 33 milhões de eleitores.

Imagem da notícia
📸 8

A campanha de Lula também tenta ampliar o diálogo com os evangélicos, especialmente entre os eleitores que votaram em Augusto Cury (Avante) no primeiro turno. O escritor recebeu 2,89% dos votos válidos.

Na quinta-feira (8/10), Cury declarou apoio a Flávio Bolsonaro e publicou um vídeo em favor do antigo adversário.

Mesmo assim, integrantes da campanha petista consideram que parte dos eleitores de Cury pode migrar para Lula, já que esse grupo não escolheu nenhum dos dois candidatos que avançaram ao segundo turno.

Durante a corrida presidencial, Lula fez acenos ao eleitorado evangélico, apesar da resistência enfrentada nesse segmento e da vantagem de Flávio nas pesquisas anteriores ao primeiro turno.

Em uma plenária com jovens congressistas do PT e de partidos aliados, realizada em Brasília, Lula destacou a influência das igrejas evangélicas entre a população mais pobre e relacionou essa presença à procura por emprego, melhores condições de vida e esperança.

O encontro também discutiu estratégias para aumentar a presença do presidente nas redes sociais. Lula citou o exemplo de uma pessoa que enfrenta dificuldades financeiras e procura uma igreja em busca de respostas.

Segundo o presidente, a mensagem de prosperidade apresentada por parte das igrejas pode devolver esperança ao fiel. "O cara fala: 'Porra, finalmente encontrei alguém que me dá um ânimo aqui. Eu posso ser alguma coisa'", relatou.

A movimentação acontece enquanto Lula reduz a diferença para Flávio entre os evangélicos. Em levantamento da Quaest divulgado em 28 de setembro, o presidente passou de 23% para 27% das intenções de voto nesse segmento.

Na mesma data, uma pesquisa BTG/Nexus apontou Lula com 31% dos votos entre os evangélicos, diante de 50% registrados por Flávio Bolsonaro.

Imagem da notícia
📸 8
Imagem da notícia
📸 8
Imagem da notícia
📸 8
Imagem da notícia
📸 8
Imagem da notícia
📸 8
Imagem da notícia
📸 8
0visualizações
Compartilhar:
Carregando anúncio...

Publicado em