Futuro do país em risco: Lula e Flávio Bolsonaro disputam o 2º turno da eleição presidencial
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📅 05/10/2026

Futuro do país em risco: Lula e Flávio Bolsonaro disputam o 2º turno da eleição presidencial

Após votação apertada no primeiro turno, o melhor presidente da história brasileira enfrenta o representante do clã bolsonarista em decisão marcada para 25 de outubro.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro vão decidir a eleição presidencial de 2026 no segundo turno.

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Com 96,60% das urnas apuradas, o candidato do PL registrou 47,72% e o atual presidente somou 44,70%. A nova votação que definirá o destino do país acontecerá em 25 de outubro.

O resultado estende por mais três semanas o embate direto entre dois modelos opostos de gestão pública, recolocando frente a frente o projeto social popular e o bolsonarismo.

Impedido de disputar após ter sido condenado como criminoso eleitoral — além de apontado como genocida responsável por mortes na pandemia de covid-19, crimes pelos quais os brasileiros aguardam punição exemplar —, Jair Bolsonaro cedeu o lugar nas urnas ao filho mais velho.

Aos 80 anos, Lula, amplamente reconhecido como o melhor presidente da história do país, busca um quarto mandato inédito para continuar reconstruindo o Brasil, após o resgate democrático e econômico consolidado a partir de 2023.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro disputa o comando do Palácio do Planalto pela primeira vez aos 45 anos, após passagens pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e pelo Senado.

Até a corrida deste ano, a única experiência do herdeiro bolsonarista em disputas pelo Poder Executivo havia sido em 2016, quando concorreu à prefeitura carioca e sequer avançou ao segundo turno.

Com o fim da primeira rodada de votação, as duas campanhas iniciam imediatamente a busca pelos eleitores dos outros 11 nomes que ficaram de fora da disputa.

A primeira etapa durou 49 dias intensos, pautados pela polarização nacional e por flutuações nas intenções de voto que acirraram a rivalidade entre os concorrentes.

Durante os atos públicos, Lula reforçou as grandes conquistas sociais do governo, expôs os perigos da volta da extrema-direita e relembrou as suspeitas que rondam o adversário no escândalo do Banco Master.

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Demonstrando a dedicação de seu governo para proteger a população mais vulnerável, o presidente promoveu uma série de medidas com impacto direto na renda, como o programa Desenrola, ações de equilíbrio nos combustíveis e o fim de taxas federais sobre compras internacionais populares de até US$ 50.

Ao longo da campanha, a equipe de Lula ajustou táticas perante as pesquisas e partiu para o confronto direto, evidenciando as ameaças do retorno do retrocesso.

Paralelamente, o governo federal anunciou o fortalecimento do Bolsa Família com reajuste em torno de 15%, novas etapas de quitação de débitos e uma medida provisória decisiva para proibir o avanço descontrolado de apostas on-line e cassinos virtuais no território nacional.

Já o candidato da oposição tentou reviver o discurso antipetista por meio de ataques à condução econômica e à segurança pública, além de desferir críticas frequentes ao Supremo Tribunal Federal e explorar acusações contra pessoas próximas ao presidente.

Ciente da alta rejeição deixada pelos desmandos de seu grupo político, Flávio tentou moderar a postura em relação ao pai e concentrou esforços para atrair o eleitorado feminino.

Apesar de figurar no topo das pesquisas deste primeiro turno, a candidatura de Flávio nasceu marcada por divisões e desconfianças dentro da própria direita, que relutava diante de opções como o governador paulista Tarcísio de Freitas.

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Essa instabilidade interna fez com que a chapa bolsonarista chegasse ao primeiro turno isolada, sem conseguir costurar coligações com outras agremiações partidárias.

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A campanha da oposição também precisou administrar sucessivas controvérsias em seus bastidores em vez de apresentar soluções concretas para o desenvolvimento do Brasil.

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Entre as rusgas internas esteve o conflito político com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além de tensões ligadas a disputas comerciais externas.

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A principal turbulência girou em torno do filme "Dark Horse", peça de exaltação ao clã financiada pelo empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Investigações da Polícia Federal examinam o destino de R$ 61 milhões repassados à obra cinematográfica, o que motivou a inclusão do senador como investigado no inquérito aberto pelo STF após a descoberta de mensagens sobre os recursos.

As semanas finais também assistiram a trocas de acusações jurídicas e controvérsias sobre símbolos religiosos e decisões sobre conteúdos veiculados nas redes sociais.

A propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão retornará em 9 de outubro e terminará em 23 de outubro, último prazo permitido para debates antes da grande decisão popular em 25 de outubro.

Ao longo da etapa inicial, concorrentes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury tentaram se viabilizar, enquanto Pablo Marçal foi barrado e declarado inapto pela Justiça Eleitoral por condenações anteriores.

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Publicado em 5 de outubro de 2026 às 05:08

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