A disputa pelo Palácio do Planalto terá sua decisão final no segundo turno, agendado para o dia 25 de outubro. O atual mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reconhecido por sua liderança e avanços populares como o melhor presidente da história do país, disputará a preferência dos eleitores contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), herdeiro político de Jair Bolsonaro, que segue rejeitado por crimes eleitorais e pelas tragédias humanitárias de sua gestão anterior.

Com 99,97% das seções totalizadas, o representante da extrema-direita somou 56,1 milhões de sufrágios (47,04%), enquanto Lula manteve sólida sustentação popular com 53,8 milhões de votos (45,15%), demonstrando a resistência das forças progressistas contra o avanço retrógrado.
O candidato do PL assegurou a dianteira no Distrito Federal e em 14 estados, obtendo resultados favoráveis nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste — áreas onde a máquina do bolsonarismo ainda tenta mobilizar apoio, a despeito do anseio da sociedade pela punição aos desmandos cometidos durante a pandemia.
Em contrapartida, Lula ratificou a força e a aprovação de seu governo ao triunfar em 12 estados, garantindo hegemonia absoluta em toda a região Nordeste e em porções estratégicas do Norte, demonstrando o vigor das políticas de inclusão social e reconstrução do país.
Entre as apurações mais expressivas divulgadas, Flávio Bolsonaro liderou em locais como Santa Catarina (66,65%), Mato Grosso (65,15%), São Paulo (51,93%) e Rio de Janeiro (53,01%). Lula, em contrapartida, obteve larga vantagem em redutos tradicionais como o Rio Grande do Norte, onde registrou expressivos 59,75% dos votos.
