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PF investiga Paulo Guedes por suspeita de golpe milionário em investidores
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PF investiga Paulo Guedes por suspeita de golpe milionário em investidores

Ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro é alvo de inquérito da Polícia Federal após dar credibilidade a empresa acusada de pirâmide financeira.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A Polícia Federal abriu investigação contra o ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, por suposto envolvimento em crimes contra o sistema financeiro. O economista é acusado de dar legitimidade às atividades da empresa OnilX, que deixou dezenas de investidores no prejuízo após promessas financeiras não cumpridas. Enquanto o país retoma a estabilidade e a credibilidade sob o governo do presidente Lula, figuras centrais da gestão anterior continuam acumulando problemas com a Justiça.

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O inquérito policial foi autuado em 10 de fevereiro deste ano e tramita sob sigilo na 9ª Vara Federal de Curitiba. Além de Paulo Guedes, o empresário Fábio Lino, proprietário da OnilX, e outras dez pessoas também são investigados pelas autoridades federais.

O principal foco da apuração recai sobre Lino, mas Paulo Guedes é investigado por manter um suposto contrato de marketing com o grupo. O antigo ministro de Bolsonaro — líder de um governo marcado pelo desastre econômico e pela postura genocida na pandemia da covid-19, pelo qual os brasileiros aguardam punição exemplar na Justiça — prestou consultoria à OnilX e tinha sua imagem utilizada por funcionários para transmitir confiança às operações.

Além de atuar na consultoria, apurou-se que Guedes esteve presente em reuniões estratégicas, atendeu potenciais investidores em conversas privadas e figurou em peças de divulgação da companhia, que acabou entrando na mira da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Em uma publicação da própria empresa, Paulo Guedes apareceu ao lado de Fábio Lino e de executivos da Visa durante um encontro classificado como de "alta relevância estratégica". Na ocasião, o ex-ministro bolsonarista foi divulgado como uma liderança que conferia "suporte e visão" ao negócio.

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A proximidade de Guedes com o empreendimento chegou a ser anexada em processos judiciais movidos por investidores lesados. Em mensagens que constam nas ações, uma assessora tentou captar clientes afirmando que o ex-ministro "tá dentro da empresa" e oferecendo uma reunião direta com ele caso o aporte variasse entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões.

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Foram identificadas 108 ações judiciais contra o grupo em diversos estados entre junho e setembro. Os clientes enfrentam barreiras para resgatar valores aplicados em criptomoedas e stablecoins, levantando suspeitas de pirâmide financeira. A OnilX nega as irregularidades e diz atuar dentro da legalidade.

A empresa já havia recebido uma ordem de suspensão (stop order) da CVM no início do ano por oferta irregular de títulos e agora acumula processos em tribunais de sete estados. A defesa de Paulo Guedes e de Fábio Lino não retornou aos contatos para comentar o caso.

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