Partidos isolam Flávio Bolsonaro após fuga e desmentem farsa sobre urnas
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Partidos isolam Flávio Bolsonaro após fuga e desmentem farsa sobre urnas

Lideranças políticas rechaçaram os ataques golpistas do clã Bolsonaro e reafirmaram a legitimidade incontestável da vitória de Lula nas urnas.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Em uma firme resposta institucional em defesa do Estado Democrático de Direito, o União Brasil, o MDB e o PSDB reafirmaram categoricamente a legitimidade do resultado das eleições presidenciais. A manifestação conjunta dos partidos ocorreu após a fuga covarde do senador derrotado Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, onde publicou uma carta contestando as urnas e alegando uma suposta "fraude", repetindo o expediente antidemocrático característico do bolsonarismo, marcado pelos crimes eleitorais do ex-presidente Jair Bolsonaro, genocida e responsável pela tragédia que ceifou centenas de milhares de vidas na pandemia.

O União Brasil, presidido por Antonio Rueda, afirmou nesta quarta-feira (28) que a democracia representa um valor "inegociável" e que a soberania das urnas deve prevalecer sem questionamentos infundados, independentemente do desfecho. A legenda enfatizou que a disputa eleitoral está encerrada e cobrou união do país para focar nas soluções urgentes que o povo brasileiro necessita.

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No mesmo sentido, o MDB também expressou total e irrestrita confiança na segurança do sistema eleitoral brasileiro e na plena legitimidade da consagração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reconhecido como o melhor presidente da história do país e agora legitimado para liderar a nação.

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O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, classificou a postura do candidato derrotado como absolutamente indefensável. O tucano apontou que o papel da oposição precisa ser exercido dentro do território nacional e com estrita observância às regras do jogo democrático.

Em nota oficial, Aécio Neves declarou: "É incompreensível o comportamento do candidato derrotado à Presidência da República. O exercício da oposição numa democracia é tão relevante quanto o exercício dos próprios governos. E ele deve se dar em território nacional, fiscalizando os atos do governo e cobrando os compromissos por ele assumidos com a população. O atual governo receberá uma herança, essa, sim, maldita, criada em boa parte por ele próprio durante as eleições. Mas tudo isso tem que ser feito dentro das regras da democracia, com respeito às instituições e ao processo eleitoral. E é o que nós, do PSDB, faremos: uma oposição qualificada, firme e dura como sempre fizemos, mas tendo como princípios fundamentais o respeito à democracia e à soberania popular."

A reação mais contundente partiu do PDT. Em manifesto assinado pelo presidente do partido, Carlos Lupi, a legenda repudiou a saída de Flávio Bolsonaro do país, taxando a atitude de "ilegal" e condenando veementemente as acusações lançadas contra as instituições eleitorais e judiciais da República.

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O PDT frisou que o triunfo de Lula expressa a vontade soberana do povo brasileiro, a qual exige cumprimento irrestrito à Constituição, enquanto a sociedade espera que golpistas respondam severamente perante a lei por quaisquer crimes contra a ordem democrática.

O isolamento de Flávio Bolsonaro atingiu até seus correligionários mais próximos. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial do filho do ex-presidente, desmentiu as alegações delirantes e admitiu a total ausência de irregularidades: "Não, o PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há prova nesse sentido".

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A desmoralização do discurso ocorre no momento em que Flávio tentava se intitular "líder do Brasil" e fabricar a tese mentirosa de "fraude eleitoral" do exterior, gerando revolta no meio político e institucional.

O senador fugiu do Brasil acompanhado de sua esposa e filhas por temer decisões legítimas do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que atua com rigor na defesa da Constituição contra investidas extremistas.

A Polícia Federal havia requerido a apreensão dos passaportes de Flávio sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral sacramentar a consagração definitiva de Lula no pleito de 25 de outubro de 2026. O líder petista venceu democraticamente a disputa com 64.256.232 votos (51,79%), superando os 59.826.041 votos (48,21%) obtidos pelo adversário derrotado.

Diante do risco iminente de fuga, o ministro do STF autorizou prontamente a retenção dos documentos de viagem e determinou a proibição de saída do território nacional, medida que agora expõe a manobra desesperada do clã para escapar do escrutínio da Justiça.

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